Ícone
InícioGravidezSemanas de gravidez

Resuma este artigo com IA:

Ícone

Crise de ansiedade na gravidez: quais os sintomas e o que fazer?

A gestação é um período de grandes transformações. Entenda a diferença entre a preocupação natural e um quadro que exige acompanhamento médico

crise de ansiedade na gravidez1.jpg

O coração acelera de repente, o ar parece faltar e uma onda de medo intenso toma conta, sem um motivo aparente. Para muitas gestantes, essa cena se torna familiar. Embora um certo nível de preocupação seja esperado durante a gravidez, as crises de ansiedade são um sinal de que a saúde mental precisa de atenção e cuidado especializado.

O que diferencia a ansiedade normal da crise de ansiedade na gravidez?

É natural sentir-se ansiosa com as mudanças no corpo, a saúde do bebê ou a proximidade do parto. Essa é uma ansiedade adaptativa, que prepara a mente para as novas responsabilidades. A preocupação se torna um problema quando é desproporcional, constante e começa a prejudicar a qualidade de vida.

Uma crise de ansiedade, também conhecida como ataque de pânico, é um episódio agudo e intenso de medo ou mal-estar, que atinge um pico em poucos minutos. 

Diferente da preocupação cotidiana, ela pode surgir subitamente e é acompanhada por fortes reações físicas e emocionais. Caso isso aconteça, procure atendimento médico especializado.  Na Rede Américas você pode ser atendido em todo o Brasil.

Hospital

Localização

Agendamento

Hospital Paraná

Av. Dr. Luiz Teixeira Mendes, 1929 - Zona 05, Maringá - PR, 87015-000

Busque aqui o ginecologista mais próximo de você no Paraná

Hospital da Bahia

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba - Salvador-BA

Marque sua consulta com um ginecologista na Bahia

Hospital e Maternidade Santa Lúcia

R. Cap. Salomão, 27 - Botafogo - Rio de Janeiro-RJ

Consulte um ginecologista no Rio de Janeiro

Hospital Nove de Julho - Alphaville

Av. Cauaxi, 118 - Alphaville - barueri - São Paulo-Sp

 

Agende sua consulta com um ginecologista em São Paulo

Hospital Christóvão da Gama Diadema

 

R. São Jorge, 98 - Centro, Diadema - SP

A Rede Américas possui ginecologistas renomados.

Encontre um especialista perto de você!

Sinais de alerta que merecem atenção

Compreender os limites entre a normalidade e o transtorno é o primeiro passo. Observe a frequência e a intensidade dos sintomas.

Ansiedade Comum na Gravidez

Sinais de Transtorno de Ansiedade

 

Preocupação pontual com exames e o parto.

Medo catastrófico e persistente sobre a saúde do bebê.

Nervosismo antes de uma consulta ou ultrassom.

Palpitações, falta de ar e tremores sem gatilho claro.

Dificuldade para dormir ocasionalmente.

Insônia frequente acompanhada de pesadelos.

Irritabilidade leve devido às mudanças hormonais.

Tensão muscular constante, dores de cabeça e irritação extrema.

Pensamentos sobre "ser uma boa mãe".

Pensamentos negativos e intrusivos que você não consegue controlar.

Por que a ansiedade pode aumentar durante a gravidez?

A gestação é um período de vulnerabilidade emocional por uma combinação de fatores. Compreender suas causas ajuda a desmistificar o sentimento de culpa que muitas mulheres sentem.

  • Alterações hormonais: Níveis flutuantes de hormônios como estrogênio e progesterona impactam diretamente os neurotransmissores responsáveis pelo humor.
  • Causas físicas: O desconforto físico, as mudanças no sono e as limitações corporais podem gerar estresse e ansiedade.
  • Fatores emocionais: O medo do parto, a preocupação com a saúde do feto, a insegurança sobre a capacidade de cuidar de um bebê e questões financeiras são gatilhos poderosos.
  • Histórico prévio: Mulheres que já tinham transtornos de ansiedade antes de engravidar apresentam um risco maior de manifestar ou intensificar os sintomas durante a gestação.

Quais são os riscos de uma crise de ansiedade para a mãe e o bebê?

A ansiedade persistente e não tratada vai além do sofrimento emocional. O estresse crônico leva à liberação de hormônios como o cortisol, que, em níveis elevados e constantes, pode atravessar a barreira placentária.

A combinação de ansiedade e depressão durante a gestação pode atuar como um gatilho biológico ainda mais intenso. Essa situação está ligada a aumentos mais expressivos nos níveis de cortisol e inflamação no corpo da mãe.

Estudos publicados em periódicos científicos, como os disponíveis na base de dados da SciELO (Scientific Electronic Library Online), sugerem que altos níveis de estresse materno podem estar associados a complicações obstétricas. Entre os possíveis riscos, destacam-se o parto prematuro e o baixo peso do bebê ao nascer.

É importante esclarecer que o bebê não "sente" a emoção da ansiedade como um adulto. No entanto, ele é exposto às alterações fisiológicas do corpo da mãe, como o aumento da frequência cardíaca e a circulação de hormônios do estresse.

Além disso, a ansiedade materna intensa durante a gestação tem sido associada a uma maior irritabilidade do bebê nos primeiros meses de vida. Esse cenário pode, inclusive, aumentar o risco de a criança desenvolver ansiedade ou depressão na infância.

Estudos também apontam que a ansiedade e o estresse percebidos pela mãe no início da gravidez, nos primeiro e segundo trimestres, podem estar relacionados a resultados cognitivos menos favoráveis para o bebê. O impacto tende a ser mais significativo quando a exposição ocorre nesses períodos iniciais do que em fases mais avançadas da gestação.

Adicionalmente, a exposição da gestante a certas substâncias tóxicas do ambiente, como o chumbo e alguns pesticidas organoclorados (DDE), pode impactar o desenvolvimento futuro da criança. Essa exposição pode aumentar em até 1,41 vezes a chance de o filho desenvolver sintomas elevados de ansiedade na fase adulta jovem.

Como é possível controlar uma crise de ansiedade na gravidez de forma segura?

Existem diversas estratégias validadas que podem ser adotadas para gerenciar a ansiedade de forma segura para a mãe e o bebê. 

O ideal é combinar técnicas de alívio imediato com mudanças no estilo de vida a longo prazo. É fundamental que qualquer abordagem seja discutida com o obstetra responsável pelo pré-natal.

Técnicas de alívio imediato

Quando sentir que uma crise está começando, tente estas abordagens:

  1. Respiração diafragmática: Sente-se confortavelmente. Inspire lentamente pelo nariz contando até quatro, sentindo o abdômen se expandir. Segure o ar por dois segundos e expire lentamente pela boca contando até seis. Repita por alguns minutos.
  2. Foco nos sentidos (Técnica 5-4-3-2-1): Identifique ao seu redor cinco coisas que você pode ver, quatro que pode tocar, três que pode ouvir, duas que pode cheirar e uma que pode provar. Isso ajuda a trazer a mente para o momento presente.
  3. Mudar de ambiente: Se possível, caminhe até outro cômodo, vá para um local arejado ou olhe pela janela. A mudança de cenário pode ajudar a quebrar o ciclo de pensamentos ansiosos.

Estratégias de manejo a longo prazo

Desenvolver recursos psicológicos como a autoeficácia e a resiliência também são estratégias valiosas a longo prazo. 

A autoeficácia é a confiança na própria capacidade de alcançar objetivos, e a resiliência é a habilidade de se adaptar a mudanças e adversidades. Ambas funcionam como fatores protetores que ajudam a aliviar e prevenir os sintomas de ansiedade durante a gravidez.

  • Atividade física leve: Práticas como caminhada, ioga pré-natal ou hidroginástica, sempre com liberação médica, ajudam a liberar endorfinas e a regular o humor.
  • Higiene do sono: Tente manter uma rotina para dormir e acordar. Evite telas antes de deitar e crie um ambiente relaxante no quarto.
  • Alimentação equilibrada: Uma dieta balanceada contribui para a estabilidade do humor. Converse com seu médico ou nutricionista sobre alimentos que podem ajudar no bem-estar.

A importância da rede de apoio

Conversar sobre seus medos e inseguranças é essencial. Divida seus sentimentos com seu parceiro ou parceira, familiares e amigos de confiança. 

Participar de grupos de apoio para gestantes, sejam eles presenciais ou online, também pode ser muito reconfortante, pois permite a troca de experiências com outras mulheres que vivem a mesma fase.

Qual o momento certo para procurar ajuda profissional?

A auto-observação é crucial. Não hesite em procurar seu obstetra ou um profissional de saúde mental se a ansiedade:

  • interfere nas suas atividades diárias, como trabalho ou cuidados pessoais;
  • causa sofrimento intenso e frequente;
  • afeta seu apetite ou seu sono de forma consistente;
  • gera pensamentos negativos recorrentes sobre si mesma ou sobre o bebê;
  • limita seu convívio social por medo ou preocupação.

Que tipo de tratamento é seguro para gestantes com ansiedade?

O tratamento da ansiedade na gravidez deve ser sempre individualizado e conduzido por uma equipe multidisciplinar, incluindo obstetra, psicólogo e, se necessário, psiquiatra.

A psicoterapia, especialmente a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC), é considerada uma abordagem de primeira linha e muito segura. Ela ajuda a gestante a identificar e a modificar os padrões de pensamento e comportamento que alimentam a ansiedade.

Em casos mais graves, o uso de medicamentos pode ser considerado. A decisão de iniciar um tratamento farmacológico é feita após uma avaliação rigorosa dos riscos e benefícios pelo médico, que escolherá as opções mais seguras para a gestação. Nunca se automedique ou interrompa um tratamento sem orientação profissional.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

DELAGNEAU, G. et al. Association between prenatal maternal anxiety and/or stress and offspring's cognitive functioning: A meta‐analysis. Child Development, [S.l.], 2022. DOI: https://doi.org/10.1111/cdev.13885. Acesso em: 13 dez. 2025.

MA, R. et al. Resilience mediates the effect of self-efficacy on symptoms of prenatal anxiety among pregnant women: a nationwide smartphone cross-sectional study in China. BMC Pregnancy and Childbirth, 17 jun. 2021. DOI: https://doi.org/10.1186/s12884-021-03911-5. Acesso em: 13 dez. 2025.

ZHOU, A. M. et al. From prenatal maternal anxiety and respiratory sinus arrhythmia to toddler internalizing problems: The role of infant negative affectivity. Development and psychopathology, [S. l.], 20 set. 2024. DOI: https://doi.org/10.1017/S0954579424001305. Acesso em: 13 dez. 2025.

Ícone do WhatsAppÍcone do Facebook

UNIDADES ONDE ESPECIALISTAS ATENDEM

NAVEGUE PELAS NOSSAS UNIDADES

Foto do Hospital São Lucas Copacabana

Hospital São Lucas Copacabana

Localização

Tv. Frederico Pamplona, 32 - Copacabana, Rio de Janeiro - RJ, 22061-080

Telefone(21) 2545-4000

Foto do Hospital Brasília

Hospital Brasília

Localização

St. de Habitações Individuais Sul QI 15 - Lago Sul, Brasília - DF, 71681-603

Telefone(61) 4020-0057

Foto do Hospital Nossa Senhora do Carmo

Hospital Nossa Senhora do Carmo

Localização

Rua Jaguaruna, 105 – Campo Grande

Telefone(21) 3316-2900

Foto do Hospital da Bahia

Hospital da Bahia

Localização

Av. Prof. Magalhães Neto, 1541 - Pituba, Salvador - BA, 41810-011

Telefone(71) 4020-0057

Foto do Hospital Santa Paula

Hospital Santa Paula

Localização

Av. Santo Amaro, 2468 - Brooklin, São Paulo - SP

Telefone(11) 3040-8000

Foto do CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

CHN - Complexo Hospitalar de Niterói

Localização

Tv. Lasalle, 12 - Centro, Niterói - RJ, 24020-096

Telefone(21) 2729-1000

Foto do AMO - Feira de Santana

AMO - Feira de Santana

Localização

Ed. Meddi - Av. Getúlio Vargas, 844 - 3 andar - Centro, Feira de Santana - BA, 44001-525

Telefone(71) 4020-5599

Foto do Maternidade Brasília

Maternidade Brasília

Localização

St. Sudoeste QMSW 4 - Cruzeiro / Sudoeste / Octogonal, Brasília - DF, 70680-400

Telefone(61) 2196-5300

Foto do Hospital Samaritano Higienópolis

Hospital Samaritano Higienópolis

Localização

R. Conselheiro Brotero, 1486 - Higienópolis, São Paulo - SP

Telefone(11) 3821-5300

Ícone do WhatsAppÍcone médicoAgende sua consulta