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A criptorquidia em adulto pode causar infertilidade e câncer testicular; a condição é marcada pela ausência do testículo na bolsa escrotal

A criptorquidia em adulto é uma condição pouco comum. Mas que pode trazer impactos importantes para a saúde do homem quando não diagnosticada ou tratada adequadamente na infância.
Ela é caracterizada pela ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal. A alteração pode permanecer silenciosa por anos e só ser identificada na vida adulta. Sendo associada a riscos como infertilidade, torção testicular e aumento da probabilidade de câncer de testículo.
A definição do tratamento deve ser individualizada e bem orientada. Agende uma avaliação médica em um dos nossos hospitais.
A criptorquidia vem do grego ‘criptos’ (oculto) e ‘orqui’ (testículo). Ela é caracterizada pela ausência de um ou ambos os testículos na bolsa escrotal. Os testículos costumam se desenvolver na região abdominal do feto e migram para a bolsa escrotal antes do nascimento.
Quando o processo não ocorre como esperado, eles permanecem em uma localização anormal, como na região inguinal ou abdominal. Existem dois tipos principais, a criptorquidia unilateral e a criptorquidia bilateral.
A unilateral acontece quando apenas um testículo não desce para a bolsa, sendo ela o tipo mais comum. De acordo com artigo publicado pela Sociedade de Pediatria do Rio Grande do Sul, em 2017, ela acomete dois terços dos meninos: 70% do lado direito e 30% do lado esquerdo.
Já a criptorquidia bilateral atinge um terço dos meninos, sendo considerada uma forma mais rara. Nesse tipo os dois testículos estão ausentes na bolsa escrotal.
A descida do testículo é um processo complexo que ocorre durante a vida fetal, geralmente terminando ao final da gestação. A migração da região abdominal para o escroto é influenciada por diversos fatores, incluindo estímulos e aspectos anatômicos.
Se o trajeto de descida for interrompido, pode resultar em criptorquidia. A bolsa escrotal oferece uma temperatura adequada para a produção de espermatozoides viáveis a concepção.
As causas exatas do problema ainda não são totalmente compreendidas. Mas acredita-se que seja resultado de uma combinação de fatores genéticos, ambientais, anatômicos e hormonais.
As anomalias anatômicas podem estar relacionadas à musculatura abdominal. Já as deficiências hormonais podem estar ligadas a falta de Beta hCG e/ou testosterona. A predisposição genética costuma estar ligada ao histórico familiar da condição ou síndromes genéticas.
Alguns fatores de risco predispõem a criptorquidia, são eles: prematuridade, baixo peso ao nascer, histórico familiar, problemas de desenvolvimento genital e malformações genitais. Além da exposição materna a substâncias como álcool, tabaco e certos pesticidas durante a gravidez.
O diagnóstico da criptorquidia em adulto é raro, já que ele é feito em sua maioria na infância. Em alguns casos, o testículo que desceu pode subir novamente com o crescimento da criança. O fenômeno é conhecido como testículo ascendente.
A persistência da anomalia na vida adulta pode ser resultado de um diagnóstico tardio ou de uma falha no tratamento durante a infância. A longo prazo, ela pode resultar em problemas de fertilidade e em um risco aumentado de desenvolvimento de câncer testicular.
A persistência da criptorquidia em adulto está associada a diversas complicações sérias. A infertilidade é uma delas. A temperatura mais elevada do abdômen ou da região inguinal é prejudicial à produção de espermatozoides viáveis e maduros.
Uma diferença de 1,5 a 2,0 °C pode inibir a espermatogênese, tornando o homem infértil. As chances são ainda maiores para quem tem a criptorquidia bilateral. O risco de desenvolver câncer de testículo é significativamente maior no público com a anomalia.
A orquidopexia (cirurgia para reposicionar o testículo) pode facilitar o autoexame e a detecção precoce, mas não elimina o risco de malignidade. Uma outra possível complicação é a torção testicular.
A implantação anormal do testículo fora do saco escrotal aumenta o risco de torção. Sendo ela uma emergência urológica que pode levar à perda do órgão, por causa da interrupção do fluxo sanguíneo.
O indivíduo pode ser acometido por uma hérnia inguinal. Ela é associada a criptorquidia em adulto, por causa da persistência de um canal aberto após a falha na descida. Quando o órgão está em outro lugar, como na virilha, o risco de sofrer um trauma por compressão é maior.
O diagnóstico é primariamente clínico, sendo realizado por meio de um exame físico. Assim o médico constata a ausência do testículo no saco escrotal. A identificação da criptorquidia em adulto pode ser mais desafiadora se o testículo não for palpável.
Por isso pode ser preciso fazer exames complementares, como a ultrassonografia, tomografia computadorizada e ressonância magnética. O padrão-ouro para a localização de testículos não palpáveis é a laparoscopia.
Se a suspeita é de localização intra-abdominal, o resultado do exame é ainda mais preciso. Ele permite a visualização direta do órgão. Quando encontrado, é possível realizar a orquidopexia no mesmo procedimento.
O médico também pode solicitar exames hormonais. Eles são utilizados para avaliar deficiências hormonais, principalmente em casos de criptorquidia bilateral. Através dele o profissional consegue descartar ou confirmar a presença de distúrbios da diferenciação sexual.
A criptorquidia em adulto possui mais possibilidades de tratamento do que nas crianças. As abordagens pediátricas tendem a priorizar a orquidopexia como forma de preservar a fertilidade e reduzir o risco de câncer.
Em adultos a terapêutica adotada vai depender da localização, viabilidade e riscos associados. Então, a orquidopexia é uma opção quando o testículo for viável e estiver em uma posição que permita o seu reposicionamento na bolsa escrotal. O procedimento é realizado também como uma forma de reduzir o risco de trauma.
A remoção cirúrgica do testículo também pode ser realizada, a chamada orquiectomia. Ela é solicitada quando a gônada masculina está atrofiada, inviável ou quando há risco de malignidade.
Quando a localização é intra-abdominal, e não há chances de reposicionamento, essa pode ser uma opção mais segura. A decisão sobre o tipo de tratamento deve ser individualizada. Considerando a idade do paciente, o local e a condição do testículo. Além de observar os riscos e benefícios de cada abordagem.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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