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A laqueadura interrompe a gravidez, mas não o ciclo hormonal. Entenda por que o muco cervical fértil continua aparecendo.

Você olha a calcinha e percebe aquela secreção transparente e elástica, muito parecida com clara de ovo crua. Imediatamente, uma dúvida surge: "mas eu fiz laqueadura, isso não deveria acontecer, certo?". Essa é uma preocupação comum e totalmente compreensível.
A principal razão para o corrimento tipo clara de ovo continuar é que a laqueadura tubária não interfere no seu ciclo hormonal. Este procedimento cirúrgico classifica-se como um método de esterilização permanente, focado em impedir a fertilidade por meio de um bloqueio físico nas tubas uterinas.
Apesar de bloquear o caminho por onde o óvulo passaria para encontrar o espermatozoide, a laqueadura não altera as funções hormonais normais do ciclo reprodutivo. Isso significa que seus ovários continuam a produzir os hormônios estrogênio e progesterona, que regulam todo o seu ciclo menstrual.
O corrimento que você observa é, na verdade, o muco cervical, produzido pelo colo do útero em resposta a esses hormônios. A laqueadura age como uma barreira física que impede a união do espermatozoide e do óvulo, mas não afeta a ovulação, que é o processo hormonal que faz seu corpo produzir o muco cervical elástico no meio do ciclo.
Assim, quando o nível de estrogênio atinge seu pico, próximo à ovulação, o muco cervical se torna mais fino, elástico e transparente. É importante notar que, mesmo após a laqueadura, os mecanismos de transporte dentro das tubas uterinas, como o fluxo de muco e o batimento dos cílios, continuam a operar, apesar de o óvulo não conseguir seguir seu caminho para a fecundação.
Ginecologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento de corrimentos frequentes. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais do Brasil.
O muco cervical é uma secreção natural produzida pelas glândulas do colo do útero. Sua consistência e volume mudam ao longo do ciclo menstrual devido à flutuação dos níveis hormonais.
Portanto, observar o muco com aspecto de clara de ovo simplesmente confirma que seu corpo está ovulando, um processo que continua a ocorrer mensalmente mesmo em mulheres laqueadas.
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Não, a presença de muco cervical fértil não é um indicativo de que a laqueadura falhou. A cirurgia tem uma taxa de eficácia superior a 99%, sendo um dos métodos contraceptivos mais seguros disponíveis.
A obstrução tubária causada pela laqueadura impede o encontro do óvulo e do espermatozoide. Essa condição é classificada como uma patologia adquirida que resulta em infertilidade, servindo precisamente ao propósito de esterilização.
A função do muco é preparar o ambiente vaginal para uma possível fecundação, mas a barreira física criada pela laqueadura nas trompas impede que isso aconteça. O óvulo liberado pelo ovário é absorvido pelo próprio corpo, sem chance de encontrar um espermatozoide.
Vale dizer que, embora extremamente raras, falhas podem ocorrer. No entanto, o critério para suspeitar de uma falha não é a presença do corrimento, mas sim o atraso menstrual e outros sinais de gravidez.
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O corrimento fisiológico, como o muco cervical, é transparente ou levemente esbranquiçado, não tem cheiro forte e não causa desconforto. Qualquer alteração nessas características pode indicar a necessidade de uma avaliação médica.
Fique atenta a estes sinais:
Se você notar qualquer uma dessas alterações, é fundamental procurar um ginecologista. A automedicação pode mascarar o problema real ou até mesmo piorar o quadro.
A presença de corrimentos fisiológicos é normal e faz parte da saúde da mulher. Para evitar o surgimento de infecções e manter o equilíbrio da flora vaginal, algumas práticas simples são recomendadas.
Em resumo, o corrimento tipo clara de ovo após a laqueadura é uma manifestação saudável e esperada do seu corpo. Ele mostra que seus hormônios estão ativos e seu ciclo menstrual segue seu curso natural. Apenas observe as características da secreção e, na dúvida, converse sempre com seu médico.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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