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Entenda o que muda no corpo ao parar e voltar a tomar anticoncepcional

O anticoncepcional é um método utilizado na prevenção da gestação e se tomado corretamente é bastante eficiente. A decisão de parar de tomar pode ter diversos motivos, desde o desejo de engravidar até a busca de uma nova forma de se relacionar com o próprio corpo.
No entanto, muitas mulheres que retomam o uso têm dúvidas sobre como tomar anticoncepcional depois de ter parado. Principalmente aquelas que desejam voltar com a proteção de forma segura e eficaz. Tomar novamente deve ser uma decisão da mulher e com o devido acompanhamento médico, para que ela tenha todas as orientações necessárias.
O anticoncepcional, também chamado de pílula, é considerado um método contraceptivo hormonal. Ele é utilizado para prevenir a gravidez e pode ser composto pelo estrogênio e pela progesterona.
Os anticoncepcionais orais combinados têm em sua composição os dois hormônios sintéticos. Já as denominadas minipílulas, possuem apenas a progesterona como o protagonista da ação.
Eles são responsáveis por inibir a ovulação, tornando o muco cervical mais espesso e útero um lugar inadequado para a implantação do embrião. O muco cervical é produzido pelo colo do útero, tendo como uma de suas funções facilitar a passagem dos espermatozóides para o útero.
Para que isso aconteça, ele precisa estar na consistência natural. Sendo ela modificada pelo uso da pílula, acaba dificultando a passagem das células reprodutoras masculinas, impedindo a gravidez.
O efeito de contracepção só é mantido com a constância na ingestão do anticoncepcional. Por isso a pílula deve ser tomada diariamente, pois qualquer alteração nos níveis do método pode estimular a ovulação e comprometer a sua eficiência na prevenção da gravidez.
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Com a interrupção do uso do anticoncepcional hormonal, o corpo costuma eliminar rapidamente os hormônios sintéticos. No caso da injeção anticoncepcional, a eliminação leva um pouco mais de tempo.
Não é preciso um período de desintoxicação, pois os hormônios são metabolizados e eliminados em poucos dias. Até o organismo estar totalmente livre pode levar até um ano, pois depende do tempo de uso e do tipo de medicação usada.
A mudança mais evidente é o retorno do ciclo menstrual natural e da ovulação. Isso significa dizer que a fertilidade pode retornar logo no primeiro ciclo após a suspensão da pílula.
A depender do método, ela pode retornar em poucas semanas ou imediatamente após a descontinuação. O ciclo menstrual pode ficar irregular após a interrupção. Se ele já era regular antes de começar o uso, a tendência é que ele volte a ser. O retorno da regularidade pode levar alguns meses.
Os anticoncepcionais tendem a diminuir a oleosidade e a acne. Por isso, ao parar de tomá-los pode haver um aumento de acne e oleosidade, por causa das alterações hormonais.
Sintomas que antes eram controlados pela pílula como TPM, cólicas intensas ou fluxo menstrual intenso, podem voltar ao padrão que era antes de começar a usar o método.
A retomada do anticoncepcional deve ser feita sob o acompanhamento e orientação de um ginecologista. O médico vai avaliar o seu histórico de saúde e recomendar a opção mais adequada para cada organismo.
Só ele pode orientar como tomar anticoncepcional depois de ter parado. É possível retomar a utilização e garantir a proteção contra a gravidez, iniciando a primeira cartela das pílulas nos primeiros 5 dias da menstruação. Nesses casos, o efeito é imediato.
A pílula também pode começar a ser tomada em qualquer outro momento do ciclo. A proteção contra a gravidez costuma ser eficaz somente após 7 dias de uso correto, como indicado pelo médico.
Por isso, é preciso usar um método de barreira, como a camisinha, ao longo desses 7 primeiros dias de retomada. O recomendado é que ela seja ingerida todos os dias, e sempre no mesmo horário. O atraso de mais de 3 horas na ingestão pode prejudicar a eficácia.
Em casos de suspeita de gravidez, é necessário realizar um teste antes de iniciar a anticoncepção. Se o teste for negativo, a recomendação é esperar a menstruação.
Ao voltar a tomar o anticoncepcional, o corpo passa por um novo período de adaptação aos hormônios sintéticos. Então os efeitos colaterais iniciais podem aparecer: náuseas, vômitos, dor de cabeça e sangramento de escape.
O risco de trombose fica elevado. Por isso é importante que o médico avalie os fatores de risco individuais como o tabagismo, histórico familiar e obesidade. A volta da ingestão do anticoncepcional promove novamente o controle de alguns sintomas que interferem na saúde da mulher.
Ele passa a controlar a acne e a oleosidade, além de diminuir a intensidade das cólicas e da TPM. Pode ser percebido pela mulher um inchaço ao retornar o uso, já que alguns anticoncepcionais podem causar retenção de líquido.
A escolha pelo método contraceptivo deve ser individualizada e decidida entre o médico e o paciente. Cada mulher vai se dar melhor com a medicação de escolha para o seu organismo.
Existem alguns outros métodos para além da pílula, como os contraceptivos de longa duração, como o DIU e o implante subcutâneo. As mulheres no pós-parto podem optar por eles, para não precisar depender das doses diárias das pílulas.
Durante o puerpério a mãe fica com bastantes demandas, e pode acabar esquecendo de tomar e acabar reduzindo a eficácia do contraceptivo. Para mulheres nessa fase que optem pela pílula, o recomendado é usar aquela que contém apenas progesterona.
A retomada do anticoncepcional após uma pausa é um momento que exige a busca por um médico ginecologista. Só ele poderá passar orientações sobre como tomar o anticoncepcional depois de ter parado.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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