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A amoxicilina 500 mg trata infecções bacterianas da garganta, não virais; interromper o tratamento antes do prazo aumenta o risco de recaída e resistência

Aquela dor de garganta que não passa, a dificuldade para engolir e a sensação de mal-estar geral são sintomas familiares para muitos.
Ao receber o diagnóstico de uma infecção bacteriana, como faringite ou amigdalite, a amoxicilina 500 mg é um dos antibióticos frequentemente prescritos. Mas saber como utilizá-la corretamente é essencial para garantir a eficácia do tratamento e evitar complicações.
Não arrisque sua saúde: procure orientação médica especializada antes de iniciar a antibiticoterapia. Marque a sua consulta com um infectologista.
A amoxicilina é um antibiótico da classe das penicilinas que age combatendo bactérias. Sua função é impedir que esses patógenos construam suas paredes celulares, o que leva à sua eliminação e ao controle da infecção.
É importante destacar que a maioria das dores de garganta é causada por vírus, como os do resfriado comum. Nesses casos, o antibiótico não tem efeito algum. A ciência indica que apenas entre 25% a 30% das infecções de garganta são provocadas pelo Streptococcus do Grupo A, que de fato requer tratamento com antibióticos.
Embora o Streptococcus pyogenes, ou Streptococcus do Grupo A, seja a principal bactéria causadora dessas infecções, responsável por cerca de 600 milhões de casos por ano globalmente, sua prevalência em todos os casos de faringite aguda é relativamente baixa, de apenas 9,1%.
O diagnóstico de faringite bacteriana apenas por meio dos sintomas clínicos é desafiador, pois em mais de 70% dos casos, um teste positivo para a bactéria pode indicar apenas a presença dela, sem uma infecção que precise de remédios.
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A forma de uso da amoxicilina deve seguir rigorosamente a orientação médica. As instruções a seguir representam as práticas mais comuns, mas não substituem a receita fornecida pelo seu médico ou cirurgião-dentista, que leva em conta seu peso, histórico de saúde e a gravidade da infecção.
Para adultos e crianças com mais de 40 kg, a posologia padrão para infecções de garganta é de uma cápsula de 500 mg três vezes ao dia.
Isso significa que o intervalo ideal entre as doses é de 8 em 8 horas. Manter essa regularidade é fundamental para que a concentração do medicamento no sangue permaneça estável e eficaz contra as bactérias.
A duração varia, mas geralmente se estende de 7 a 10 dias. O tratamento especificamente para infecções por Estreptococo do Grupo A, deve durar 10 dias, e é fundamental que a infecção bacteriana seja confirmada por um exame de garganta antes de iniciar esse curso completo.
Um dos erros mais comuns é interromper o uso da medicação assim que os sintomas desaparecem. Essa prática é perigosa, pois algumas bactérias mais resistentes podem sobreviver e se multiplicar, causando uma recaída da doença ou contribuindo para a resistência bacteriana.
A amoxicilina pode ser tomada com ou sem alimentos, pois sua absorção não é significativamente afetada. No entanto, muitos médicos recomendam ingeri-la no início de uma refeição. Isso ajuda a reduzir a chance de ocorrerem efeitos colaterais gastrointestinais, como náuseas ou diarreia.
Caso esqueça de tomar uma dose no horário certo, tome-a assim que se lembrar. Contudo, se estiver perto do horário da próxima dose, pule a dose esquecida e retome o esquema de horários normal.
Nunca tome duas doses de uma vez para compensar a que foi esquecida, pois isso aumenta o risco de efeitos adversos.
Como todo medicamento, a amoxicilina pode causar efeitos colaterais. Os mais comuns são de natureza gastrointestinal. É fundamental estar atento a qualquer reação e comunicar ao seu médico.
Na presença de erupções cutâneas intensas, inchaço no rosto ou lábios, ou dificuldade para respirar, procure atendimento médico de emergência imediatamente, pois podem ser sinais de uma reação alérgica grave.
A automedicação é uma prática de alto risco com sérias consequências para a saúde individual e coletiva. Existem duas razões principais para evitar o uso de amoxicilina por conta própria.
O uso inadequado ou excessivo de antibióticos é um dos principais motores da resistência bacteriana, um grave problema de saúde pública global.
Quando você usa sem necessidade, as bactérias presentes em seu corpo podem desenvolver mecanismos de defesa, tornando o medicamento ineficaz para futuras infecções.
Apenas um profissional de saúde pode diferenciar uma infecção viral de uma bacteriana. Como vimos, a confirmação laboratorial é muitas vezes necessária, já que o diagnóstico apenas pelos sintomas pode ser impreciso.
Usar amoxicilina para uma dor de garganta viral não trará benefícios, mas poderá expô-lo a efeitos colaterais desnecessários e ainda contribuir para o problema da resistência.
Alguns grupos de pessoas devem ter cautela redobrada e sempre informar sua condição ao médico antes de iniciar o tratamento. Pacientes com histórico de alergia à penicilina não devem usar o medicamento.
Além de pessoas com problemas renais podem necessitar de um ajuste na dose, pois a medicação é eliminada principalmente pelos rins. Gestantes e lactantes só devem utilizar a amoxicilina sob estrita orientação médica.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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