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Como saber se tenho alergia a glúten? Veja quais os sintomas e exames pedidos

A suspeita de uma reação adversa ao glúten é cada vez mais comum. Entenda os sinais do seu corpo e os passos para um diagnóstico seguro

Resumo
  • Os sintomas ligados ao glúten podem ser digestivos (inchaço, diarreia) ou extradigestivos (fadiga, dores de cabeça, lesões de pele)
  • Existem três condições principais: alergia ao trigo, doença celíaca e sensibilidade ao glúten não celíaca, cada uma com um mecanismo diferente
  • O diagnóstico correto depende de uma avaliação médica detalhada, que pode incluir exames de sangue e, em alguns casos, endoscopia com biópsia
  • Não se deve retirar o glúten da alimentação por conta própria antes de realizar os exames, pois isso pode mascarar os resultados
  • Apenas um profissional de saúde, como um gastroenterologista, pode confirmar o diagnóstico e indicar o tratamento adequado
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Aquele pão no café da manhã ou a macarronada de domingo parecem ser os gatilhos para um desconforto que insiste em aparecer? 

Se essa cena é familiar, você pode estar se perguntando se tem algum tipo de reação ao glúten. Essa suspeita é o primeiro passo, mas entender o que realmente acontece no seu corpo exige informação e orientação profissional.

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O que é o glúten e por que ele pode causar problemas?

O glúten é um complexo de proteínas encontrado em cereais como o trigo, a cevada e o centeio. Ele é responsável pela elasticidade e maciez de massas de pães, bolos e pizzas. Para a maioria das pessoas, o consumo de glúten não representa problema algum.

Para um grupo de indivíduos, o sistema imunológico pode reagir de forma inadequada a essas proteínas, desencadeando uma série de sintomas e condições de saúde que variam em intensidade e natureza. É fundamental diferenciar essas reações para obter o diagnóstico e o manejo corretos.

Quais são os principais sintomas associados ao glúten?

As manifestações clínicas podem ser bastante diversas, o que muitas vezes dificulta a associação direta com o consumo de glúten. Elas são classicamente divididas em dois grandes grupos.

Sintomas digestivos

Estes são os mais conhecidos e frequentemente relatados. A pessoa pode experimentar um ou mais dos seguintes sinais após a ingestão de alimentos com glúten:

  • Inchaço ou distensão abdominal (sensação de "barriga estufada")
  • Excesso de gases
  • Dores na região do abdômen
  • Diarreia crônica ou episódios de constipação (prisão de ventre)
  • Náuseas e, em alguns casos, vômitos
  • Fezes com aspecto gorduroso e odor mais forte (esteatorreia)

Sintomas extradigestivos ou sistêmicos

Muitas vezes, os sinais de que algo não vai bem extrapolam o sistema digestivo. O corpo pode manifestar o problema de outras formas, como:

  • Fadiga crônica: um cansaço persistente que não melhora com o repouso.
  • Dores de cabeça: enxaquecas recorrentes podem estar associadas
  • Problemas de pele: lesões como dermatite herpetiforme (bolhas que coçam intensamente), eczema ou psoríase
  • Dores articulares e musculares: inflamação que causa dor sem uma lesão aparente.
  • Sintomas neurológicos: dificuldade de concentração ("névoa mental"), tontura, formigamento em braços e pernas. Para pessoas com condições autoimunes relacionadas ao glúten, podem surgir sintomas como falta de equilíbrio e espasmos
  • Problemas no fígado:doença celíaca pode causar problemas hepáticos além dos desconfortos digestivos
  • Alterações de humor: episódios de ansiedade ou depressão
  • Anemia por deficiência de ferro: causada pela má absorção de nutrientes no intestino

Alergia, doença celíaca ou sensibilidade: qual a diferença?

Embora os sintomas possam ser parecidos, os termos "alergia a glúten", "doença celíaca" e "sensibilidade ao glúten" não são sinônimos. Eles descrevem três condições distintas com mecanismos diferentes.

Característica

Alergia ao Trigo

Doença Celíaca

Sensibilidade ao Glúten Não Celíaca (SGNC)

O que é?

Reação alérgica mediada por anticorpos IgE

Doença autoimune crônica

Reação adversa sem base alérgica ou autoimune conhecida

Mecanismo

O sistema imune ataca as proteínas do trigo como se fossem uma ameaça imediata

O glúten ativa uma resposta imune que ataca e danifica as vilosidades do intestino delgado. Essa condição pode levar a problemas neurológicos e no fígado, além dos desconfortos digestivos

Mecanismo ainda não totalmente esclarecido; diagnóstico de exclusão

Velocidade dos Sintomas

Rápida, de minutos a poucas horas após a ingestão

Variável, pode levar horas, dias ou até semanas para se manifestar

Geralmente de horas a alguns dias após o consumo

Diagnóstico

Testes cutâneos de alergia e exames de sangue para IgE específico

Exames de sangue para anticorpos específicos (anti-transglutaminase, anti-endomísio) e biópsia intestinal

Exclusão de doença celíaca e alergia ao trigo; melhora dos sintomas com a retirada do glúten

Como saber se tenho alergia a glúten?

Autodiagnosticar-se com base em sintomas é arriscado e pode levar a restrições alimentares desnecessárias. Para um diagnóstico seguro e preciso, é fundamental realizar exames que identifiquem marcadores biológicos específicos, o que ajuda a diferenciar doenças e confirmar a causa dos sintomas.

Apenas um médico, preferencialmente um gastroenterologista, pode conduzir a investigação de forma segura. O diagnóstico correto exige a exclusão de outras condições, por meio de exames de sangue ou biópsia, monitorando sintomas como estufamento, gases, fadiga e dores.

O papel da avaliação clínica

O primeiro passo é uma conversa detalhada com o médico. Ele irá investigar seu histórico de saúde, seus hábitos alimentares e a natureza dos seus sintomas: quando começaram, com que frequência ocorrem e qual a intensidade.

Exames de sangue: a busca por anticorpos

Para a suspeita de doença celíaca, o médico solicitará exames de sangue que medem a presença de anticorpos específicos. Os mais comuns são o anticorpo antitransglutaminase tecidual (anti-tTG) e o anti-endomísio (EMA).

A detecção desses anticorpos é fundamental para o diagnóstico da disfunção e, quando elevados, a suspeita é alta. Exames de sangue para anticorpos antitransglutaminase são relevantes para identificar respostas autoimunes em pacientes que apresentam sintomas neurológicos como falta de equilíbrio e espasmos.

Endoscopia com biópsia: o padrão-ouro para doença celíaca

Para confirmar o diagnóstico, o exame padrão-ouro é a endoscopia digestiva alta. Durante o procedimento, o médico insere um tubo fino com uma câmera pela boca para visualizar o intestino delgado e coletar pequenas amostras de tecido (biópsia).

A análise dessas amostras é essencial para identificar inflamações e lesões nas vilosidades intestinais causadas pelo glúten, revelando características da doença.

A confirmação do diagnóstico também pode ser reforçada pela observação de melhora nos exames bioquímicos e nas biópsias intestinais após o início de uma dieta rigorosamente sem glúten.

Dieta de exclusão: uma ferramenta de investigação

No caso da sensibilidade ao glúten não celíaca (SGNC), não existem biomarcadores específicos. O diagnóstico é feito por exclusão, o que significa que o médico precisa descartar a doença celíaca e a alergia ao trigo, utilizando exames de sangue ou biópsia.

Após a exclusão, pode ser proposta uma dieta onde o glúten é retirado da alimentação por um período. Durante esse tempo, os sintomas como estufamento, gases, fadiga e dores são monitorados para observar se há melhora, o que pode indicar a SGNC.

Por que não se deve retirar o glúten da dieta antes do diagnóstico?

Esta é uma orientação fundamental. Se você parar de consumir glúten antes de realizar os exames de sangue e a biópsia, seu corpo pode parar de produzir os anticorpos e o intestino pode começar a se recuperar. 

Isso pode levar a um resultado "falso negativo", dificultando ou até impossibilitando um diagnóstico preciso de doença celíaca. Portanto, mesmo que a suspeita seja forte, continue com sua alimentação habitual até que todos os exames orientados pelo seu médico sejam concluídos.

Quando devo procurar um médico?

É hora de agendar uma consulta se você apresenta um ou mais dos seguintes cenários:

  • Sintomas digestivos recorrentes e sem causa aparente.
  • Presença de sintomas extradigestivos, como fadiga crônica ou problemas de pele, associados a desconforto abdominal.
  • Anemia por deficiência de ferro que não responde ao tratamento convencional.
  • Histórico familiar de doença celíaca.

Identificar a causa do problema é o caminho mais seguro para o alívio dos sintomas e para garantir uma vida com mais qualidade e bem-estar. O acompanhamento profissional é indispensável nesse processo.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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