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Como saber se estou em trabalho de parto prematuro e ir ao hospital

Aprenda a diferenciar os desconfortos normais da gestação dos sinais que exigem atenção médica imediata antes das 37 semanas.

Resumo
  • O trabalho de parto prematuro ocorre quando o corpo se prepara para o nascimento antes de completar 37 semanas de gestação.
  • Os principais sinais incluem contrações regulares, alterações no corrimento vaginal, pressão na pélvis e dor lombar persistente.
  • Diferenciar contrações de treinamento (Braxton-Hicks) das contrações reais é fundamental; as prematuras são rítmicas e não melhoram com repouso.
  • Ao identificar qualquer um dos sintomas, a recomendação é procurar o serviço de emergência obstétrica ou contatar seu médico imediatamente.
  • O diagnóstico rápido permite que a equipe médica atue para, se possível, inibir o parto ou preparar o bebê para o nascimento.
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É uma sensação sutil no início, talvez uma pressão diferente na pélvis ou um desconforto nas costas que você não sentia antes. Na reta final da gravidez, o corpo passa por muitas transformações, e pode ser difícil decifrar o que é um sintoma normal e o que é um sinal de alerta.

Contudo, quando essas sensações surgem antes do tempo esperado, a dúvida se instala: será que estou em trabalho de parto prematuro? Entender os sinais é o primeiro passo para garantir o cuidado necessário para você e seu bebê.

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O que é considerado trabalho de parto prematuro

O trabalho de parto é considerado prematuro, ou pré-termo, quando se inicia antes de 37 semanas completas de gestação. Ele se caracteriza por contrações uterinas que causam a dilatação e o afinamento do colo do útero, preparando o corpo para o nascimento.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a prematuridade é uma das principais causas de complicações neonatais. Por isso, a identificação precoce dos seus sinais é fundamental para que intervenções médicas possam ser realizadas a tempo.

Leia também: Saiba identificar os sinais de trabalho de parto

Quais são os principais sinais de alerta do parto prematuro

Ficar atenta às mudanças no seu corpo é crucial. Alguns sintomas podem ser confundidos com desconfortos comuns da gravidez, mas a persistência e a regularidade deles são o que diferencia um sinal de alerta. Observe os principais indicadores:

Contrações uterinas regulares e persistentes

Este é o sinal mais conhecido. Diferente das contrações de treinamento (Braxton-Hicks), que são irregulares e geralmente param com a mudança de posição ou repouso, as contrações de um trabalho de parto prematuro são diferentes.

  • Frequência: ocorrem em intervalos regulares, como a cada 10 ou 15 minutos, e se tornam mais frequentes com o tempo.
  • Intensidade: tendem a ficar progressivamente mais fortes.
  • Sensação: a barriga fica dura por completo durante a contração, e a sensação pode se assemelhar a uma cólica menstrual intensa.

Contrações regulares antes das 37 semanas de gravidez são um sinal de alerta que exige avaliação médica. Elas podem indicar uma condição que afeta o desenvolvimento e a saúde do bebê, tornando a ação rápida essencial.

Alterações na secreção vaginal

Qualquer mudança no volume ou na aparência do seu corrimento vaginal merece atenção. Fique atenta a:

  • Aumento do volume: um fluxo muito mais intenso que o habitual.
  • Consistência aquosa: secreção mais líquida, que pode indicar a perda de líquido amniótico (ruptura da bolsa).
  • Presença de muco ou sangue: a perda do tampão mucoso, que pode ser gelatinoso e ter raios de sangue (rosado ou marrom), pode ser um sinal de que o colo do útero está se modificando.

Um aumento na secreção vaginal antes das 37 semanas também é um sinal que merece atenção médica imediata.

Pressão pélvica e dor lombar

Muitas gestantes relatam sentir uma pressão constante na região pélvica e na vagina, como se o bebê estivesse "empurrando para baixo".

Além disso, uma dor surda e persistente na parte inferior das costas, que não alivia com descanso ou mudança de posição, também é um sintoma característico. Essa dor pode ser contínua ou intermitente.

Sentir a barriga endurecer de forma constante ou ter pressão na região pélvica antes das 37 semanas demanda uma avaliação médica urgente. Essa medida pode ser crucial para ganhar tempo, permitindo o amadurecimento dos pulmões do bebê antes do nascimento.

Cólicas e desconforto abdominal

Cólicas semelhantes às menstruais, que podem vir acompanhadas ou não de diarreia, são outro sinal a ser monitorado. Esse desconforto na parte inferior do abdômen pode ser um indicativo de atividade uterina.

O que fazer ao identificar esses sintomas

Se você tem menos de 37 semanas de gestação e apresenta um ou mais dos sinais listados, a orientação é clara: não espere para ver se melhora. A ação imediata é crucial. Identificar contrações regulares e mudanças no colo do útero é vital para diagnosticar o parto prematuro.

  1. Contate seu médico ou obstetra: informe detalhadamente o que está sentindo, incluindo o horário de início e a frequência das contrações.
  2. Vá ao pronto-socorro obstétrico: na dúvida ou na impossibilidade de falar com seu médico, dirija-se imediatamente a um hospital com maternidade.
  3. Monitore os sintomas: enquanto se desloca, tente cronometrar a duração e o intervalo entre as contrações, se presentes.
  4. Evite automedicação: não tome nenhum medicamento para dor ou para tentar parar as contrações sem orientação médica expressa.

Agir rapidamente aumenta as chances de a equipe médica conseguir avaliar o quadro e, se indicado, administrar tratamentos para inibir o trabalho de parto ou para amadurecer os pulmões do bebê, preparando-o melhor para um eventual nascimento. 

Sentir contrações regulares, pressão na pelve, cólicas ou aumento de secreção antes de 37 semanas sinaliza um risco de parto prematuro e exige avaliação médica imediata.

Como é feito o diagnóstico no hospital

Ao chegar ao hospital, a equipe de saúde realizará uma avaliação completa para confirmar ou descartar a ameaça de trabalho de parto prematuro. Os procedimentos geralmente incluem:

  • Monitoramento fetal (cardiotocografia): para avaliar os batimentos cardíacos do bebê e a frequência das contrações uterinas.
  • Exame de toque vaginal: para verificar se há dilatação ou afinamento do colo do útero.
  • Ultrassonografia transvaginal: para medir o comprimento do colo uterino e buscar o "funilamento", que é a abertura gradual interna. A identificação desse funilamento é o sinal precoce mais importante que pode prever o risco de um parto prematuro.
  • Exames laboratoriais: para investigar possíveis infecções, como a infecção urinária, que podem desencadear o trabalho de parto.

Quais são os fatores de risco para o parto prematuro

Embora qualquer gestante possa ter um parto prematuro, alguns fatores aumentam essa probabilidade. Conhecê-los ajuda na vigilância e no cuidado redobrado durante o pré-natal.

Os principais fatores incluem:

  • Ter tido um parto prematuro anterior.
  • Gestação de múltiplos (gêmeos, trigêmeos).
  • Infecções, especialmente do trato urinário ou genital.
  • Anomalias no útero ou no colo do útero.
  • Hipertensão arterial ou pré-eclâmpsia.
  • Idade materna (menos de 17 ou mais de 35 anos).
  • Estilo de vida, como tabagismo e estresse excessivo.

Realizar um pré-natal rigoroso é a melhor forma de identificar e manejar esses riscos, recebendo orientações específicas para o seu caso.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

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