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Sente a boca dormente e quer acelerar o processo? Conheça técnicas simples para estimular a circulação e retomar a sensibilidade.

Você sai do consultório do dentista aliviado por ter concluído o tratamento, mas logo percebe um novo desafio: a sensação estranha de dormência no lábio, na bochecha ou na língua. Falar se torna difícil, comer é uma aventura arriscada e o medo de se morder sem querer é constante.
Essa é uma experiência comum, mas o incômodo não precisa durar horas a fio. É importante ressaltar que essa duração prolongada da anestesia local é, muitas vezes, proposital. O medicamento é administrado para garantir que a dor seja efetivamente aliviada por várias horas após o procedimento.
Embora a paciência seja fundamental, pois cada organismo reage de uma forma, algumas estratégias seguras podem ajudar a acelerar o processo e fazer o efeito da anestesia passar mais rápido. O segredo está em estimular a circulação sanguínea na região afetada.
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O princípio para reverter o efeito anestésico é aumentar o fluxo de sangue na área que recebeu a aplicação. Quando a circulação é ativada, o anestésico local é "lavado" do tecido e levado para a corrente sanguínea, onde será metabolizado e eliminado pelo corpo.
Estimular o fluxo sanguíneo local, por exemplo, através de métodos como a fotobiomodulação (uma terapia a laser), é um mecanismo eficaz para que o corpo elimine o anestésico mais rapidamente. Veja como promover isso de forma segura.
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O calor é um vasodilatador, ou seja, ele expande os vasos sanguíneos. Uma compressa morna aplicada no lado de fora do rosto, na região anestesiada, pode aumentar significativamente a circulação local.
Tenha cuidado para não usar água muito quente e queimar a pele, especialmente porque a sensibilidade está reduzida.
Atenção: esta dica não é recomendada após procedimentos cirúrgicos, como extração de dente ou implante, nos quais a indicação costuma ser de compressas frias para reduzir o inchaço.
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Com as mãos bem limpas, faça massagens leves e com movimentos circulares na bochecha e ao redor dos lábios. A estimulação mecânica também ajuda a aumentar o fluxo sanguíneo. Evite tocar diretamente em qualquer ponto de sutura ou na área exata da intervenção odontológica.
Falar, abrir e fechar a boca ou fazer movimentos suaves com a mandíbula pode ajudar a "despertar" os músculos e nervos. Além disso, mastigar alimentos macios e em temperatura ambiente ou frios (como um iogurte ou uma banana amassada) do lado oposto ao anestesiado também estimula a circulação na boca como um todo.
Manter-se bem hidratado é fundamental para o bom funcionamento do metabolismo. Beber água ajuda os rins a filtrarem e eliminarem substâncias do corpo, incluindo os componentes do anestésico. Embora não seja uma solução imediata, contribui para o processo geral de recuperação.
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A sensação de dormência pode durar de duas a cinco horas, mas em alguns casos pode chegar a 12 horas. Essa variação depende de uma combinação de fatores técnicos e individuais, sendo importante entender que não há um tempo exato que sirva para todos.
Para que a dormência do dentista passe, o anestésico precisa ser transportado pela circulação sanguínea até o fígado. Lá, ele é metabolizado e finalmente eliminado do corpo. Este processo varia conforme o tipo de substância utilizada e a eficiência do metabolismo de cada paciente.
Enquanto o efeito da anestesia não passa completamente, a falta de sensibilidade exige atenção redobrada para evitar acidentes. A principal preocupação é o risco de lesões por mordida.
É muito raro, mas a sensação de dormência pode persistir por dias ou semanas. Essa condição é chamada de parestesia e ocorre quando a agulha toca ou fere um nervo durante a aplicação da anestesia. Geralmente, a sensibilidade retorna gradualmente com o tempo.
Contudo, se a dormência permanecer por mais de 24 horas após o procedimento ou se você tiver outras preocupações, entre em contato com o seu dentista. Apenas um profissional poderá avaliar o caso e indicar o melhor curso de ação.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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