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Entenda as mudanças no estilo de vida que são fundamentais para proteger seus rins e prevenir a dolorosa experiência dos cálculos.

Aquela dor aguda e súbita na região lombar, que pode se espalhar para o abdômen, é uma experiência que ninguém deseja repetir. Quem já enfrentou uma crise de cálculo renal, popularmente conhecido como pedra nos rins, sabe o quanto a prevenção se torna uma prioridade. A maioria dos casos pode ser evitada com ajustes conscientes na rotina diária.
Nefrologistas podem atender esse tipo de quadro e acompanhá-lo durante o tratamento. A Rede Américas conta com especialistas renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
As pedras nos rins são formadas quando a urina contém mais substâncias formadoras de cristais, como cálcio, oxalato e ácido úrico, do que o líquido consegue diluir. Ao mesmo tempo, a urina pode carecer de substâncias que impedem esses cristais de se unirem, como o citrato. Assim, cria-se o ambiente perfeito para a formação dos cálculos.
Manter níveis adequados de citrato na urina é fundamental para a prevenção. Essa substância age impedindo que pequenos cristais se unam e formem cálculos maiores. Boa parte dos pacientes que sofrem com essa condição, relatam terem dores fortes que podem indicar que a pedra esteja se movimentando.
Fatores como histórico familiar, desidratação crônica, certas dietas e condições médicas, como obesidade e doenças metabólicas, aumentam o risco. Entender a causa é o primeiro passo para uma prevenção eficaz e direcionada.
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A hidratação é a base de toda a prevenção. Aumentar a ingestão de líquidos, principalmente água, é a estratégia mais simples e eficaz para diluir as substâncias na urina e impedir a formação de cristais. A recomendação geral é beber água o suficiente para manter a urina com uma coloração amarelo-clara.
A necessidade de água varia conforme o peso, a idade, o nível de atividade física e o clima. Para prevenir a formação de cálculos, é recomendado que adultos produzam cerca de 2,5 a 3 litros de urina diariamente. Isso geralmente se traduz em beber uma quantidade similar de água ao longo do dia.
Beber água regularmente e de forma consistente ajuda a diluir as substâncias na urina, dificultando a formação de cristais. Uma forma prática de monitorar é observar a cor da urina: se estiver escura e com odor forte, é um sinal claro de que você precisa beber mais líquidos.
Nem todo líquido tem o mesmo efeito. Algumas bebidas podem ajudar, enquanto outras aumentam o risco de formação de pedras. Veja a seguir:
A dieta desempenha um papel central na prevenção da nefrolitíase. Ajustes específicos na alimentação podem reduzir a concentração de minerais formadores de cálculos. As principais recomendações envolvem o controle de sódio, proteínas e oxalato, além da ingestão adequada de cálcio.
O alto consumo de sal aumenta a excreção de cálcio pela urina, criando um ambiente mais propício para a formação de cálculos de oxalato de cálcio. Por isso, reduzir o sal na dieta é uma das medidas mais eficazes. Evite alimentos ultraprocessados, embutidos, enlatados e temperos prontos para manter a ingestão de sódio sob controle.
Ao contrário do que muitos pensam, restringir o cálcio por conta própria pode ser prejudicial. É fundamental manter um consumo ideal de cálcio, que gira em torno de 1.000 a 1.200 mg por dia. O cálcio desempenha um papel crucial ao se ligar ao oxalato no intestino, impedindo que essa substância seja absorvida em excesso e chegue aos rins.
Restringir o cálcio na dieta sem orientação médica pode, na verdade, aumentar o risco de novas crises de pedras, pois permite que mais oxalato livre seja absorvido. Uma dieta com quantidade adequada de cálcio ajuda a reduzir a absorção de oxalato no intestino, diminuindo a quantidade dessa substância na urina.
A recomendação é obter cálcio de fontes alimentares, como leite e derivados, e nunca cortar seu consumo sem orientação médica.
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O oxalato é uma substância presente em diversos vegetais e alimentos de origem vegetal. Para pessoas com tendência a formar cálculos de oxalato de cálcio, pode ser necessário moderar o consumo de alimentos como espinafre, beterraba, nozes, batata-doce e chocolate.
Manter um equilíbrio entre o controle do oxalato e o aumento do citrato é essencial para prevenir novas formações. A chave é o equilíbrio, não a exclusão total, que deve ser orientada por um médico ou nutricionista.
Dietas ricas em proteína animal, principalmente carnes vermelhas e frutos do mar, podem aumentar os níveis de ácido úrico e cálcio na urina, além de reduzir os níveis de citrato, um inibidor natural da formação de pedras. Modere o consumo e busque equilibrar as fontes de proteína, incluindo opções vegetais como feijões e lentilhas.
Além da hidratação e da dieta, outros fatores do estilo de vida são importantes. Manter um peso corporal saudável é fundamental, pois a obesidade é um fator de risco conhecido para a formação de cálculos renais. A prática regular de atividade física contribui para o controle do peso e para a saúde metabólica geral, auxiliando indiretamente na prevenção.
Se você já passou pela experiência de uma crise renal, a prevenção se torna ainda mais crítica. O passo mais importante é, sempre que possível, analisar a composição da pedra eliminada. Saber se o cálculo era de oxalato de cálcio, ácido úrico ou outro tipo permite que o urologista e o nutricionista criem um plano de prevenção personalizado e muito mais eficaz. Para evitar novas crises, o foco deve ser o aumento do citrato e o controle do oxalato.
O acompanhamento médico regular é indispensável para monitorar a saúde renal e ajustar as estratégias de prevenção conforme necessário. Não hesite em procurar um especialista para criar um plano de cuidados específico para o seu caso.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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