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O acúmulo de gases é um desconforto comum, mas medidas simples de alívio e prevenção podem restaurar seu bem-estar digestivo.

A refeição terminou, mas a sensação de estômago cheio e estufado parece não ir embora. As roupas começam a apertar na cintura e um desconforto incômodo se instala no abdômen.
Essa cena, familiar para muitas pessoas, é o sinal clássico do acúmulo de gases, uma condição geralmente benigna, mas que pode afetar significativamente a qualidade de vida.
Felizmente, existem estratégias eficazes tanto para o alívio rápido quanto para a prevenção desse problema. Entender as causas é o primeiro passo para adotar as soluções corretas, assim como a consulta com um médico especializado.
O acúmulo de gases no sistema digestivo ocorre, fundamentalmente, por dois mecanismos principais. Identificá-los ajuda a direcionar as mudanças de hábitos necessárias.
A aerofagia é o ato de engolir ar em excesso, que se acumula no estômago e pode ser expelido por meio de arrotos. Isso acontece com mais frequência ao:
A maior parte dos gases intestinais, eliminados como flatulência, é produzida por bactérias que vivem naturalmente em nosso cólon.
Elas fermentam carboidratos que não foram completamente digeridos no estômago e no intestino delgado. Gases comuns como hidrogênio e metano são gerados nesse processo. Alimentos ricos em certos tipos de fibras, amidos e açúcares são os maiores contribuintes.
Em alguns casos, o excesso de gases pode ser um sintoma de condições médicas que necessitam de atenção, como a síndrome do intestino irritável (SII), intolerâncias alimentares (lactose, glúten), doença celíaca ou supercrescimento bacteriano no intestino delgado (SIBO).
Além do desconforto, sabe-se que alguns componentes dos gases corporais, como as cetonas, podem funcionar como importantes biomarcadores para o diagnóstico não invasivo de condições como o diabetes. Por isso, a persistência do sintoma deve ser investigada.
Quando o desconforto já está instalado, algumas medidas podem acelerar a eliminação dos gases e proporcionar alívio em poucos minutos. Adote as técnicas que funcionam melhor para você.
A massagem ajuda a estimular o trânsito intestinal, movimentando as bolhas de gás. Deitado de costas, faça movimentos circulares suaves na barriga, no sentido horário, começando pelo lado direito inferior e subindo em direção às costelas, atravessando para o lado esquerdo e descendo.
Certas posturas podem ajudar a comprimir suavemente o abdômen e facilitar a saída dos gases. Uma das mais eficazes é deitar-se de costas e abraçar os joelhos, trazendo-os em direção ao peito. Mantenha a posição por cerca de um minuto.
Uma bolsa de água morna sobre o abdômen pode ser muito eficaz. O calor ajuda a relaxar a musculatura da região, aliviando as cólicas e a sensação de pressão causadas pelos gases.
Infusões de certas ervas têm propriedades carminativas, ou seja, ajudam a reduzir a formação de gases. As opções mais recomendadas incluem:
A atividade física, mesmo que leve como uma caminhada, estimula o peristaltismo, que são os movimentos naturais do intestino. Isso ajuda a expelir os gases presos e a aliviar o inchaço.
A prevenção é a melhor estratégia. Conhecer os principais alimentos que aumentam a produção de gases permite um consumo mais consciente e controlado, especialmente para quem tem sensibilidade.
Além de moderar o consumo de alimentos fermentáveis, pequenas mudanças nos hábitos diários fazem uma grande diferença para a saúde digestiva.
Comer com calma e mastigar completamente os alimentos reduz a quantidade de ar engolido e facilita o processo de digestão, diminuindo a carga de trabalho para o intestino.
Beber água ao longo do dia é fundamental para o bom funcionamento do intestino, ajudando a prevenir a constipação, que pode agravar o acúmulo de gases.
As fibras são essenciais para a saúde intestinal, mas um aumento súbito em seu consumo pode levar à produção excessiva de gases. Se for aumentar a ingestão de fibras, faça-o de forma gradual e beba bastante água.
Outra estratégia para o alívio do inchaço e desconforto abdominal, especialmente quando causado por excesso de gases, é a redução de carboidratos fermentáveis. Isso pode ser feito através de uma dieta com baixo teor de FODMAP, que restringe oligossacarídeos, dissacarídeos, monossacarídeos e polióis. Essa abordagem visa diminuir a fermentação intestinal e, consequentemente, a produção de gases.
Ao preparar alimentos, atenção aos detalhes pode fazer diferença. Por exemplo, para prevenir desconfortos gastrointestinais, como dor abdominal e diarreia, que podem ser causados por toxinas naturais da batata (conhecidas como glicoalcaloides), o simples ato de descascar este tubérculo pode reduzir o conteúdo dessas toxinas em até 25% a 75%.
Embora geralmente inofensivo, o excesso de gases pode, em raras ocasiões, indicar um problema de saúde subjacente. Procure avaliação de um gastroenterologista se os gases forem acompanhados de:
Um profissional poderá investigar as causas e indicar o tratamento mais adequado para o seu caso.
A ciência continua a avançar no entendimento e diagnóstico dos gases intestinais. Atualmente, pesquisadores estão desenvolvendo cápsulas eletrônicas ingeríveis capazes de detectar diretamente no trato gastrointestinal gases como metano, hidrogênio e dióxido de carbono. Essas substâncias são consideradas chaves para o estufamento e seu monitoramento pode oferecer novas perspectivas para o tratamento.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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