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A dor é um sinal de alerta do corpo. Entenda como diferenciar uma dor muscular comum da trombose venosa profunda (TVP).

Imagine a cena: você chega ao fim de um longo dia de trabalho sentado ou desembarca de uma viagem de avião e sente uma dor incômoda na batata da perna. No início, parece uma câimbra forte, mas ela não passa. Ao contrário, a região começa a inchar e fica quente.
Essa sensação pode ser o primeiro sinal de uma trombose venosa profunda (TVP), uma condição que se manifesta por inchaço e dor nos membros inferiores. É importante estar atento, pois sua complicação mais grave, a embolia pulmonar (EP), apresenta uma alta taxa de mortalidade.
A Trombose Venosa Profunda (TVP) é uma condição multifatorial, resultado da combinação de diversos fatores de risco. Entre eles, destacam-se a obesidade, certas condições genéticas, lesões no revestimento interno das veias e a lentidão do fluxo sanguíneo, conhecida como estase.
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A dor da trombose venosa profunda (TVP) tem características particulares que a distinguem de dores musculares comuns. Ela ocorre devido à formação de um coágulo, ou trombo, que obstrui o fluxo de sangue em uma veia profunda, causando inflamação e pressão.
Diferente de uma dor superficial, a dor da trombose é descrita como profunda e pesada. Muitos pacientes a relatam como uma sensação de pressão intensa, uma fisgada ou uma câimbra que não cessa. A área afetada fica extremamente sensível ao toque.
É importante notar que a trombose venosa profunda (TVP) distal, que afeta as veias mais distantes da perna, pode apresentar sintomas mais sutis. A dor pode ser apenas localizada e facilmente confundida com uma lesão muscular comum. Contudo, mesmo nesses casos mais discretos, há um potencial para eventos embólicos graves, como a embolia pulmonar.
Embora possa ocorrer em qualquer veia profunda, a trombose é mais frequente nos membros inferiores. A localização mais clássica da dor é na panturrilha, popularmente conhecida como "batata da perna". Contudo, a dor também pode se manifestar na coxa ou em toda a extensão da perna.
Um sinal distintivo é que a dor da trombose geralmente piora ao ficar de pé ou caminhar. A contração muscular durante o movimento pode aumentar a pressão na veia bloqueada, intensificando o desconforto. Ao contrário de uma dor muscular, o repouso simples pode não trazer alívio significativo.
Leia também: Veja os sintomas de trombose nas pernas
A dor raramente vem sozinha. A obstrução do fluxo sanguíneo causa um acúmulo de sangue na região, gerando um conjunto de sinais clássicos. É fundamental observar se, além da dor, você apresenta:
Confundir os sintomas é comum, mas algumas diferenças são cruciais para buscar ajuda a tempo. Uma dor muscular, como um estiramento, geralmente está ligada a um esforço físico recente. Já a dor da trombose pode surgir sem motivo aparente.
A maior preocupação com a trombose venosa profunda (TVP) não é apenas o desconforto na perna, mas o risco de uma complicação grave: a embolia pulmonar (EP). A TVP, que afeta as pernas, está diretamente ligada à EP, pois ambas são manifestações do Tromboembolismo Venoso (TEV).
Isso ocorre quando um fragmento do coágulo se desprende, viaja pela corrente sanguínea e se aloja nos pulmões, bloqueando o fluxo de sangue. A embolia pulmonar é considerada a complicação mais séria da TVP, apresentando uma alta taxa de mortalidade.
Assim, se a dor na perna vier acompanhada de qualquer um dos sintomas abaixo, procure um pronto-socorro imediatamente:
A embolia pulmonar é uma emergência médica que exige tratamento imediato.
Ao identificar uma dor na perna com as características da trombose, a orientação é clara: não se automedique e não ignore os sintomas. Um bloqueio nos vasos da perna causado pela trombose pode levar a dor e desconforto. Se não for tratado rapidamente, há risco de complicações crônicas, como a síndrome pós-trombótica, ou até mesmo a necessidade de amputação em casos extremos.
Massagens na área são contraindicadas, pois podem, teoricamente, deslocar o coágulo. A atitude correta é procurar avaliação médica o mais rápido possível. Um especialista, como um angiologista ou cirurgião vascular, poderá solicitar exames, como o ultrassom com Doppler colorido, para confirmar o diagnóstico e iniciar o tratamento adequado, que visa dissolver o coágulo e prevenir complicações.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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