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Entenda as características da cólica renal, saiba diferenciá-la de uma dor comum nas costas e descubra quando é hora de procurar ajuda.

Uma pontada aguda, do nada, na lateral das costas, abaixo das costelas. Você tenta mudar de posição, deitar ou caminhar, mas a dor não alivia. Pelo contrário, parece se intensificar em ondas, causando uma inquietação que torna impossível ficar parado. Essa descrição é familiar para quem já enfrentou uma crise de cálculo renal.
Conhecida clinicamente como cólica nefrética ou renal, a dor causada pelas pedras nos rins é uma das experiências mais intensas que uma pessoa pode sentir. Os sintomas da urolitíase, nome técnico para pedra nos rins, não apenas afetam drasticamente a qualidade de vida dos pacientes, mas também representam um grande desafio para a saúde pública, exigindo atenção médica imediata. Compreender suas características é o primeiro passo para buscar o tratamento adequado e evitar complicações.
Nefrologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A dor ocorre quando um cálculo se move do rim e fica preso no ureter, o tubo que transporta a urina para a bexiga. Essa obstrução aumenta a pressão dentro do rim, distendendo as estruturas renais e causando uma dor severa.
A presença de pedras pode causar prejuízo severo na função renal. Isso ocorre porque a obstrução e o dano celular impedem o rim de filtrar o sangue adequadamente, resultando no acúmulo de resíduos como ureia e creatinina. As características dessa dor são bastante distintas.
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Tipicamente, a dor de cálculo renal inicia de forma súbita em um dos lados da região lombar, na área conhecida como flanco (entre as últimas costelas e o quadril). À medida que a pedra se desloca pelo ureter, a dor tende a migrar.
É comum que ela se irradie para a parte da frente do abdômen, em direção à virilha e, em alguns casos, até os genitais (testículos nos homens e grandes lábios nas mulheres). Essa migração da dor é um forte indicativo de que a causa é renal.
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A dor é frequentemente descrita como excruciante e em cólica. Isso significa que ela ocorre em picos ou ondas de intensidade, que podem durar de 20 a 60 minutos, seguidos por períodos de alívio temporário. Essa natureza intermitente se deve às contrações do ureter tentando empurrar a pedra para frente.
A intensidade é tão alta que muitos a comparam à dor do parto ou de uma fratura óssea. O desconforto gera uma agitação intensa, e o paciente não consegue encontrar uma posição que traga alívio, diferentemente do que ocorre com dores de origem muscular.
A cólica renal raramente vem sozinha. A intensidade da dor estimula terminações nervosas que podem desencadear outros sintomas sistêmicos. Fique atento a:
Distinguir uma cólica renal de uma dor lombar de origem muscular ou postural é fundamental. Enquanto a dor nas costas comum geralmente melhora com repouso e mudança de posição, a dor de pedra no rim é implacável. Uma tabela pode ajudar a visualizar as diferenças.
A prioridade durante uma crise de dor intensa é buscar avaliação médica. A cólica renal pode ser um sinal de que o rim está sofrendo e, em alguns casos, pode levar a infecções graves ou perda da função renal se não for tratada adequadamente.
Enquanto o atendimento médico não é realizado, algumas medidas podem ser discutidas com um profissional de saúde. A aplicação de calor local, com uma bolsa de água quente na região da dor, pode ajudar a relaxar a musculatura do ureter e proporcionar algum alívio temporário.
A hidratação é importante para a prevenção de cálculos, mas durante uma crise aguda de obstrução, o aumento excessivo de líquidos pode piorar a dor. Por isso, siga sempre a orientação médica.
Algumas situações indicam uma complicação e exigem atendimento de emergência. Procure um pronto-socorro sem demora se a dor for acompanhada de:
Sim, é uma dúvida comum e a resposta é positiva. A proximidade anatômica e a inervação compartilhada entre os rins e o sistema gastrointestinal podem causar sintomas reflexos. A dor intensa da cólica renal pode levar a uma diminuição temporária dos movimentos intestinais, uma condição chamada íleo paralítico reflexo, causando inchaço abdominal e constipação. Náuseas e vômitos também são reflexos diretos dessa conexão nervosa.
Os cálculos renais são formados pelo acúmulo de cristais presentes na urina. Quando há excesso de substâncias como cálcio, oxalato e ácido úrico, ou falta de líquidos para diluí-las, esses cristais se agregam e formam as pedras. A alta concentração de oxalato na urina, por exemplo, está fortemente associada à presença desses cálculos, sendo o oxalato o componente mais comum.
Fatores como baixa ingestão de água, dieta rica em sódio e proteínas, histórico familiar e certas condições metabólicas aumentam o risco de sua formação. Estudos também indicam que o consumo mais frequente de álcool pode aumentar o risco de desenvolver pedras nos rins, independentemente da quantidade total de bebida ingerida.
O diagnóstico da cólica renal começa com a avaliação clínica dos sintomas. Para confirmar a presença, o tamanho e a localização da pedra, o médico pode solicitar exames de imagem, como ultrassonografia das vias urinárias ou, mais precisamente, uma tomografia computadorizada do abdômen.
O tratamento varia conforme o caso. Pedras pequenas podem ser eliminadas espontaneamente com hidratação e medicamentos para controle da dor.
Para cálculos localizados no ureter, uma estratégia de tratamento comum é a terapia médica expulsiva (MET), que utiliza medicamentos específicos para auxiliar na eliminação do cálculo.
Cálculos maiores ou que causam obstrução significativa podem exigir procedimentos para sua remoção, como a litotripsia (ondas de choque) ou cirurgias endoscópicas minimamente invasivas. Um médico urologista é o especialista indicado para definir a melhor conduta.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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