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A dor é súbita, intensa e localizada. Entenda suas características, o que a desencadeia e os sinais que exigem atenção médica imediata.

Aquele almoço especial ou o lanche da tarde termina, mas, pouco tempo depois, uma dor aguda e insistente surge no lado direito da barriga, logo abaixo das costelas. A sensação é tão forte que pode fazer você se curvar e procurar uma posição que traga algum alívio. Estudos indicam que a dor de cólica biliar é classificada entre as mais graves e intensas que um ser humano pode experimentar, muitas vezes necessitando de alívio imediato.
Conhecida tecnicamente como cólica biliar, a dor causada pelos cálculos biliares (pedras) tem características muito particulares. Compreendê-las é o primeiro passo para buscar o diagnóstico correto e evitar complicações.
Gastroenterologistas são os especialistas indicados para o acompanhamento desse tipo de quadro. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A dor de pedra na vesícula ocorre quando um ou mais cálculos biliares bloqueiam temporariamente a saída de bile da vesícula. Para tentar expelir o cálculo e liberar a passagem, o órgão se contrai vigorosamente, gerando uma dor intensa e em cólica.
Essa dor intensa e contínua é tipicamente sentida no quadrante superior direito do abdômen e pode se estender para a parte superior direita das costas.
A cólica biliar é bastante distinta de outros desconfortos abdominais. Ela geralmente se manifesta com as seguintes características:
Caracteristicamente, um ataque severo de dor no quadrante superior direito do abdômen dura pelo menos 20 a 30 minutos. Após esse período, a dor tende a diminuir gradualmente, deixando uma sensação de cansaço na região.
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A vesícula biliar armazena a bile, um fluido produzido pelo fígado que ajuda na digestão de gorduras. Quando você consome alimentos gordurosos, o corpo libera um hormônio que sinaliza para a vesícula se contrair e liberar bile no intestino.
Se existem pedras no órgão, essa contração pode empurrá-las em direção ao duto de saída, causando a obstrução e a dor subsequente. Por isso, alimentos como frituras, carnes gordas e laticínios integrais são gatilhos frequentes.
Embora a dor seja o sintoma principal, a crise de vesícula raramente vem sozinha. É comum que a pessoa também apresente:
É importante notar que muitas pessoas com pedra na vesícula podem ser assintomáticas, ou seja, não apresentam sinais da condição até que um cálculo cause um bloqueio. No entanto, mesmo pessoas com sedimentos ou microcálculos na vesícula, que são estágios iniciais da formação de pedras, podem sentir dores fortes, classificadas como cólica biliar.
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A dor abdominal superior direita pode ter diversas causas. Por isso, o diagnóstico médico é fundamental. Algumas condições com sintomas semelhantes incluem:
Enquanto aguarda a avaliação médica, algumas medidas podem trazer alívio temporário. Vale ressaltar que essas ações não tratam o problema, apenas amenizam o desconforto da crise.
O uso de medicamentos analgésicos deve ser feito apenas com orientação médica, pois alguns anti-inflamatórios podem agravar outras condições gástricas.
Uma crise de vesícula pode evoluir para uma inflamação aguda (colecistite) ou outras complicações graves. É fundamental estar ciente da alta recorrência da dor intensa causada pelos cálculos na vesícula.
Pacientes que tiveram um ataque de emergência e foram para casa sem cirurgia, por exemplo, têm um risco de 25% de sofrer uma nova crise grave em apenas dois meses. Procure um pronto-atendimento imediatamente se a dor for acompanhada de:
Esses são sinais de que o cálculo pode estar causando uma obstrução persistente ou uma infecção, condições que exigem tratamento imediato.
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O diagnóstico de pedra na vesícula é geralmente confirmado por meio de um ultrassom abdominal. Este exame de imagem permite visualizar os cálculos e avaliar a espessura das paredes da vesícula.
O tratamento definitivo para a colelitíase sintomática (pedra na vesícula que causa sintomas) é a remoção cirúrgica do órgão, um procedimento chamado colecistectomia. Atualmente, a cirurgia é feita majoritariamente por videolaparoscopia, uma técnica minimamente invasiva que garante uma recuperação mais rápida.
Viver sem a vesícula biliar é perfeitamente possível, pois o fígado continua a produzir a bile, que passará a gotejar diretamente no intestino.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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