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Aprenda a reconhecer os sinais de localização, intensidade e sintomas associados para agir corretamente em uma emergência.

Você termina um treino mais intenso ou passa o dia em uma posição desconfortável na cadeira do escritório e, de repente, sente uma pontada no peito. O primeiro pensamento pode ser alarmante, mas é fundamental saber que nem toda dor torácica é sinal de um infarto. Distinguir uma dor muscular de um evento cardíaco é crucial para buscar o cuidado adequado.
Cardiologistas são os especialistas indicados para esse tipo de acompanhamento. A Rede Américas conta com médicos renomados atendendo em vários hospitais brasileiros.
A dor musculoesquelética na região do tórax é comum e, na maioria das vezes, benigna. Ela ocorre por lesão ou inflamação dos músculos, ligamentos ou cartilagens da parede torácica, frequentemente causada por esforço excessivo, má postura ou até mesmo uma crise de tosse.
A dor muscular tende a ser bem localizada. Você consegue apontar com o dedo exatamente onde dói. Para diferenciar de causas mais graves, é importante verificar se a dor é localizada, se piora com o movimento ou a contração dos músculos, ou se há sensibilidade ao toque na parede do tórax.
É comum que essa dor seja pontiaguda (aguda) em vez de opressiva, e geralmente não se espalha para o braço esquerdo, sendo inconsistente com o esforço físico, o que costuma indicar uma causa não cardíaca.
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Um dos principais diferenciadores é a resposta ao movimento e ao toque. A dor muscular piora quando você movimenta o tronco, respira fundo, tosse ou pressiona a área afetada. Em contrapartida, o repouso e a aplicação de calor local costumam trazer alívio.
A dor do infarto agudo do miocárdio ocorre quando o fluxo de sangue para uma parte do coração é bloqueado. Essa dor tem características muito distintas da dor muscular e raramente é aliviada por mudanças de posição ou repouso.
Diferente da pontada localizada, a dor do infarto é tipicamente descrita como uma sensação de aperto, pressão, peso ou queimação no centro do peito. Muitos pacientes a comparam a "um elefante sentado sobre o tórax".
Além disso, essa dor costuma ser difusa e pode irradiar, ou seja, espalhar-se para outras áreas do corpo, como:
A dor do infarto raramente vem sozinha. Ela é frequentemente acompanhada por outros sinais que indicam um sofrimento sistêmico do corpo. Fique atento a:
Esses sintomas associados não estão presentes em casos de dor puramente muscular.
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Embora a dor no peito seja o sintoma mais comum em ambos os sexos, as mulheres têm maior probabilidade de apresentar sintomas considerados "atípicos". Além da dor torácica, mulheres podem sentir de forma mais proeminente dor nas costas, no queixo, náuseas e uma fadiga súbita e inexplicável. Essa variação pode levar a diagnósticos tardios, por isso a atenção aos sinais deve ser redobrada.
Um método prático para ter uma pista inicial é a palpação. Pressione suavemente com os dedos a área onde sente a dor.
Este teste simples pode ser um bom indicador, pois a dor que piora ao ser tocada ou pressionada na parede do tórax geralmente sugere uma origem muscular ou da própria parede torácica, e não um problema cardíaco.
A dor do infarto ocorre internamente e não se altera com o toque na pele ou nos músculos do peito.
Para facilitar, veja a tabela comparativa:
Sim, é importante saber que o coração e os músculos não são as únicas fontes de dor torácica. Muitas dores no peito que causam preocupação não são infartos, mas sim Dores Torácicas Não-Cardíacas (DTNC). Outras condições podem gerar desconforto na região, incluindo:
A principal regra é: na dúvida, procure ajuda. O tempo é um fator crítico no tratamento do infarto. Busque um pronto-socorro ou ligue para o serviço de emergência (SAMU, 192) imediatamente se você apresentar uma dor no peito que:
Não espere para ver se a dor melhora sozinha. Um diagnóstico rápido e preciso pode salvar sua vida e preservar a função do seu coração.
Mesmo quando a dor no peito já dura mais de três horas e o paciente é considerado de baixo risco, um único exame de sangue para troponina de alta sensibilidade com resultado normal pode ser um método que ajuda a descartar razoavelmente um infarto (síndrome coronariana aguda) nos próximos 30 dias. Por isso, a avaliação médica é sempre essencial.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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