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Causas da gengivite: o que causa a inflamação, fatores de risco e como tratar

A falta de higiene bucal está na origem de quase 100% dos casos. Prevenir ajuda a impedir que a gengivite avance para um estado mais grave.

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gengivite é a inflamação da gengiva, um problema muito comum. Ela corresponde ao estágio inicial da chamada doença periodontal, que afeta os tecidos de suporte dos dentes. Ocorre quando bactérias se acumulam e irritam o tecido da gengiva. O quadro é totalmente reversível se você tratar corretamente.

É um problema de saúde pública no Brasil. Uma pesquisa recente aponta que o sangramento gengival, principal sintoma da gengivite, é observado em mais de 41% dos adultos no país.

Entender o que causa a gengivite e como ela avança é o primeiro passo para garantir um sorriso saudável. Conheça as principais origens dessa inflamação, o que fazer para prevenir e tratar com o dentista.

Principais causas da gengivite

Em quase a totalidade dos casos, a gengivite é resultado da má higiene bucal, que permite o acúmulo de microrganismos na superfície dos dentes:

Placa bacteriana e tártaro

O acúmulo de placa bacteriana é a causa mais comum da gengivite. A placa é uma película viscosa e incolor, composta por bactérias, restos de alimentos e saliva. Ela se forma continuamente sobre os dentes.

Quando a escovação e o uso do fio dental são insuficientes, essa placa não é removida. As bactérias liberam toxinas que irritam e inflamam a gengiva. Se a placa não for removida, ela endurece e se transforma em tártaro (cálculo dentário).

O tártaro é poroso e fica firmemente aderido ao dente, exigindo a intervenção de um dentista para ser removido.

Higiene bucal incorreta

A forma como você escova os dentes e usa o fio dental tem impacto direto. A técnica de escovação incorreta ou o uso irregular do fio dental deixam resíduos na linha da gengiva e entre os dentes.

Essa falha permite que as bactérias se proliferem, desencadeando o processo inflamatório.

Restaurações e aparelhos mal ajustados

Restaurações dentárias (obturações) feitas de forma inadequada ou próteses mal ajustadas podem criar espaços e saliências. Esses locais se tornam pontos de retenção de placa bacteriana, dificultando a limpeza e favorecendo o surgimento da inflamação.

Dentes desalinhados

Dentes que estão muito próximos, tortos ou desalinhados criam áreas de difícil acesso para a escova e o fio dental. Essa dificuldade de higiene facilita o acúmulo de placa e, consequentemente, aumenta o risco de gengivite localizada.

A causa primordial da gengivite é a falta de controle da placa bacteriana. Por isso, a limpeza diária e eficaz é a melhor forma de prevenir.

Conheça os fatores de risco da gengivite

Embora a placa bacteriana seja a causa direta, diversos fatores sistêmicos (do organismo) e hábitos de vida podem aumentar a predisposição e agravar a gengivite.

Alterações hormonais

As mudanças de hormônios, principalmente durante a puberdade, gravidez e menopausa, podem tornar a gengiva mais sensível e reativa à placa bacteriana. Mulheres grávidas, por exemplo, têm risco maior de desenvolver a chamada gengivite gravídica.

Diabetes

Pessoas com diabetes mellitus (doença que afeta o controle de açúcar no sangue) mal controlado têm o sistema imunológico comprometido. Isso torna o tecido gengival mais suscetível a infecções.

Tabagismo

O fumo é um dos maiores fatores de risco para doenças gengivais. O tabaco afeta o fluxo sanguíneo na gengiva, prejudica a resposta de cura do organismo e, muitas vezes, esconde o sangramento. O diagnóstico acabando sendo tardio e o tratamento fica prejudicado.

Uso de determinados medicamentos

Alguns medicamentos, como anticonvulsivantes (fenitoína), imunossupressores e alguns medicamentos para pressão alta, podem causar o crescimento excessivo do tecido gengival. Essa condição é chamada de hiperplasia gengival. Isso torna a higienização mais difícil e favorece a inflamação.

Deficiência de vitaminas

A falta de vitaminas, especialmente a vitamina C, pode comprometer a saúde dos tecidos e a capacidade do corpo de reparar a gengiva.

Doenças sistêmicas

Condições que afetam a imunidade, como a leucemia (câncer das células do sangue) ou a infecção pelo Vírus da Imunodeficiência Humana (HIV), podem aumentar o risco de infecções gengivais graves.

Informe ao dentista sobre qualquer condição de saúde ou medicamento em uso. O controle dos fatores de risco é uma parte fundamental da sua prevenção.

Como saber se estou com gengivite? Conheça os sintomas

Os sintomas da gengivite costumam ser leves na fase inicial, mas servem como um importante sinal de alerta. Preste atenção às seguintes manifestações:

  • Sangramento gengival: é o sinal mais clássico. A gengiva sangra facilmente durante a escovação ou ao usar o fio dental. Gengiva saudável não costuma sangrar;
  • Vermelhidão e inchaço: a gengiva inflamada fica com uma cor mais escura, passando do rosa saudável para um vermelho vivo ou arroxeado. Ela também se apresenta inchada e com aparência arredondada nas margens;
  • Sensibilidade ou dor: a gengiva pode ficar sensível ao toque, à escovação ou à mastigação de alimentos mais duros;
  • Mau hálito (halitose): o acúmulo de bactérias e restos de alimentos na gengiva e entre os dentes causa um cheiro persistente e desagradável;
  • Gosto ruim na boca: um sabor constante de podre ou metálico pode ser um sintoma da inflamação ativa.

Se a gengivite não for diagnosticada e tratada, o problema pode evoluir. A inflamação crônica avança para o estágio mais grave, a periodontite.

Nessa condição, a infecção destrói o osso e as fibras que sustentam o dente, causando a retração gengival e a formação de bolsas periodontais. Essas bolsas são espaços profundos entre o dente e a gengiva.

Em casos avançados, a periodontite também pode afetar a mobilidade e até causar a perda total dos dentes.

Como prevenir a gengivite?

A prevenção da gengivite é simples e depende diretamente da sua rotina de higiene bucal. O objetivo é manter o controle da placa bacteriana:

Faça uma escovação correta

Escove os dentes pelo menos duas vezes ao dia. Use uma escova de cerdas macias e movimentos circulares suaves na direção da gengiva para o dente. Não faça força excessiva.

Use o fio dental diariamente

O fio dental deve ser usado pelo menos uma vez ao dia. Ele é essencial para remover a placa e os restos de comida que ficam entre os dentes, onde a escova não alcança.

Visite o dentista regularmente

Faça consultas de rotina e limpezas profissionais (profilaxia) a cada seis meses ou conforme a recomendação do dentista. Apenas o profissional pode remover o tártaro acumulado. No caso das crianças, o dentista pediatra é o mais recomendado.

Mantenha uma dieta equilibrada

Evite o consumo excessivo de açúcares e carboidratos refinados. Esses alimentos contribuem para a proliferação das bactérias da placa.

Não fume

Evitar o tabaco é uma das ações mais importantes para proteger a saúde das gengivas e a saúde geral do corpo.

A prevenção está na consistência desses hábitos. A manutenção da higiene bucal em casa e o suporte profissional andam lado a lado.

Tratamento da gengivite: como funciona?

A boa notícia é que a gengivite é uma condição totalmente reversível. O tratamento é rápido e focado na eliminação da causa e na restauração da saúde do tecido.

Na maioria dos casos, o tratamento da gengivite é realizado por meio da raspagem e profilaxia. Este é um procedimento feito no consultório odontológico. O dentista remove a placa bacteriana e o tártaro acumulado nas superfícies dos dentes e logo abaixo da linha da gengiva.

Em casa, você deve seguir as orientações do dentista:

  • Higiene reforçada: o profissional vai instruir a técnica correta de escovação e o uso do fio dental para que a limpeza seja eficaz, mas sem agredir o tecido inflamado;
  • Enxaguantes bucais: em alguns casos, pode ser recomendado o uso temporário de enxaguantes bucais com ação antisséptica, como a clorexidina, para ajudar a controlar as bactérias;
  • Remoção de fatores irritantes: o dentista também pode corrigir restaurações antigas, ajustar próteses ou polir bordas ásperas que estejam prendendo a placa.

Com a remoção completa da placa e do tártaro, a gengiva tende a desinflamar e retornar à sua cor e textura normais em poucos dias ou semanas. A cura total, porém, depende da manutenção rigorosa da higiene bucal diária pelo paciente.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia
  • AGÊNCIA BRASIL. Brasil registra menor número de nascimentos em quase 50 anos. Agência Brasil, 16 maio 2025. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2025-05/brasil-tem-em-2023-o-menor-numero-de-nascimentos-em-quase-50-anos. Acesso em: 21 out. 2025.
  • ALMG. Mais da metade das gestações no Brasil não é planejada. Assembleia Legislativa de Minas Gerais, 18 out. 2023. Disponível em: https://www.almg.gov.br/comunicacao/noticias/arquivos/Mais-da-metade-das-gestacoes-no-Brasil-nao-e-planejada/. Acesso em: 21 out. 2025.
  • INFOMONEY. Saúde Bucal: estudo mostra altos índices de cárie e gengivite no Brasil. InfoMoney, 20 mar. 2025. Disponível em: https://www.infomoney.com.br/saude/saude-bucal-estudo-mostra-altos-indices-de-carie-e-gengivite-no-brasil/. Acesso em: 21 out. 2025.
  • MANUAL MSD. Gengivite. Manual MSD Versão Saúde para a Família, [S.d.]. Disponível em: https://www.msdmanuals.com/pt/casa/distúrbios-da-boca-e-dos-dentes/doenças-periodontais/gengivite. Acesso em: 21 out. 2025.

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