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A atenção ao próprio corpo é um cuidado que não tem idade. Conheça as particularidades do diagnóstico e da abordagem terapêutica nessa fase da vida.

Ao se olhar no espelho ou durante o banho, uma mulher nota uma pequena alteração na pele da mama que não estava ali antes. O primeiro pensamento pode ser o de que é apenas um sinal da idade.
Contudo, ignorar essa mudança pode adiar um diagnóstico importante, especialmente porque o câncer de mama se torna mais comum com o avançar dos anos. É fundamental reconhecer que, muitas vezes, as mulheres enfrentam desafios para obter um diagnóstico e tratamento eficazes e em tempo hábil, o que ressalta a importância de melhorar continuamente os cuidados.
Sim, a incidência do câncer de mama aumenta progressivamente com a idade. Segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (INCA), o envelhecimento é um dos principais fatores de risco para a doença. Isso ocorre devido ao acúmulo de mutações nas células ao longo da vida e às alterações hormonais associadas.
Muitas mulheres acreditam que, após a menopausa, o risco diminui, mas a realidade é o oposto. A maioria dos casos de câncer de mama é diagnosticada em mulheres com mais de 50 anos, e a vigilância deve ser contínua. Por isso, a autoconsciência corporal e o acompanhamento médico regular são fundamentais em todas as fases da vida.
Embora um nódulo ou caroço seja o sinal mais conhecido, em mulheres mais velhas, os sintomas podem ser diferentes ou mais discretos. É preciso estar atenta a qualquer alteração, por menor que pareça.
Os principais sinais incluem:
Qualquer uma dessas alterações deve ser comunicada a um médico imediatamente. Não presuma que seja apenas "coisa da idade".
O processo de diagnóstico em mulheres com mais de 70 anos segue os mesmos princípios aplicados a pacientes mais jovens, sempre com segurança e adaptado à condição de saúde individual. As etapas geralmente envolvem uma combinação de exames.
O primeiro passo é a consulta com um mastologista ou ginecologista. O médico fará o exame físico das mamas e axilas e perguntará sobre o histórico de saúde pessoal e familiar. Essa conversa ajuda a direcionar a investigação.
A mamografia continua sendo a principal ferramenta para detectar alterações suspeitas, mesmo as que não são palpáveis. Pode ser complementada pela ultrassonografia mamária, que ajuda a diferenciar cistos (conteúdo líquido) de nódulos sólidos e a guiar biópsias com precisão.
Se um exame de imagem apontar uma área suspeita, a biópsia é o único procedimento que confirma ou descarta a presença de câncer. Um pequeno fragmento de tecido é retirado da mama para análise em laboratório. O procedimento é simples, realizado com anestesia local e não requer internação.
Essa é uma dúvida comum. As diretrizes sobre a idade limite para a mamografia de rastreamento (realizada em mulheres sem sintomas) podem variar. No Brasil, o Ministério da Saúde recomenda o exame a cada dois anos para mulheres entre 50 e 69 anos. Acima dessa idade, a decisão deve ser individualizada.
É importante notar que, mesmo após os 70 anos e até os 74, a mamografia regular pode ser uma ferramenta valiosa para o diagnóstico do câncer de mama, auxiliando na sua detecção precoce.
Um médico, preferencialmente um geriatra em conjunto com o mastologista, avaliará a expectativa de vida e as condições gerais de saúde da paciente para decidir se os benefícios do rastreamento superam os riscos. Para mulheres ativas e com boa saúde, a recomendação de continuar o acompanhamento é frequente.
A idade, por si só, não deve ser um obstáculo para tratamentos ativos e inovadores contra o câncer de mama em mulheres idosas. A abordagem terapêutica é sempre personalizada, levando em conta o tipo de tumor, seu estágio e, crucialmente, a saúde geral da paciente, incluindo outras doenças que ela possa ter (comorbidades) e possíveis fragilidades. Assim, as decisões de tratamento são feitas de forma individualizada.
É essencial que mulheres idosas com câncer de mama, mesmo as que apresentam boa saúde geral, passem por avaliações geriátricas completas. Isso é crucial para garantir a segurança de tratamentos mais intensivos, como a imunoterapia, assegurando que o plano terapêutico seja adequado e eficaz para cada paciente.
Além disso, para garantir o melhor tratamento possível, é fundamental que os centros de câncer de mama tenham acesso a especialistas em oncologia geriátrica. Essa abordagem dedicada é essencial para as pacientes idosas, proporcionando um cuidado mais abrangente e adaptado às suas necessidades específicas.
As opções são diversas e podem ser usadas de forma isolada ou combinada.
Diagnosticar o câncer de mama em seu estágio inicial é o fator mais importante para um tratamento de sucesso em qualquer idade. Para mulheres com mais de 70 anos, isso significa a possibilidade de terapias menos agressivas, com menor impacto na autonomia e na qualidade de vida.
Tratamentos mais simples permitem que a paciente mantenha suas rotinas, seu convívio social e sua independência. Adiar a busca por ajuda médica por medo do diagnóstico ou do tratamento pode levar a um quadro mais avançado, exigindo intervenções mais complexas e com maiores efeitos colaterais.
Cuidar da saúde das mamas é um ato de amor-próprio que não se aposenta. Ao notar qualquer mudança, não hesite. A informação e a ação rápida são suas maiores aliadas.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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