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Autocuidados para laringite: como aliviar os sintomas e recuperar a voz

A rouquidão e a dor de garganta podem ser incapacitantes. Conheça medidas simples e eficazes para tratar a laringite em casa

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O compromisso importante se aproxima, e sua voz resolve tirar uma folga. Começa com um arranhão na garganta, evolui para uma rouquidão nítida e, em pouco tempo, falar se torna um esforço. Essa situação, comum para muitas pessoas, é o cartão de visita da laringite.

A boa notícia é que, na maioria das vezes, a laringite é uma condição que se resolve sozinha. Intervenções de saúde pública incentivam que, em casos de infecções respiratórias como a laringite, o foco esteja no autocuidado em casa, uma vez que estas condições geralmente se curam sem a necessidade de antibióticos. 

Inclusive, o uso de antibióticos pode trazer apenas uma redução modesta na duração dos sintomas, de cerca de meio dia.

O que é laringite e por que a voz some?

A laringite é a inflamação da laringe, a estrutura localizada na parte superior do pescoço onde ficam as cordas vocais. Quando você fala, o ar passa por essas cordas, fazendo-as vibrar para produzir o som da sua voz.

Quando a laringe está inflamada, as cordas vocais incham. Essa alteração distorce as vibrações, resultando em rouquidão. Em casos mais intensos, o inchaço pode impedir as vibrações por completo, causando a perda temporária da voz (afonia).

As causas mais comuns para a laringite aguda, que dura poucos dias, são infecções virais, como as de um resfriado comum. O uso excessivo da voz, como gritar em um show ou dar uma aula longa, também pode desencadear o quadro.

 Embora muitas laringites sejam condições que se resolvem espontaneamente, a persistência de sintomas pode ser um sinal de alerta, pois a inflamação pode variar de um quadro leve e autolimitado a um envolvimento mais grave das vias aéreas. 

Por isso, nesses casos, é preciso procurar um médico especialista. A Rede Américas possui hospitais no país inteiro.  Marque a sua consulta.

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Quais são os principais autocuidados para laringite?

Adotar as práticas corretas desde o início dos sintomas é o caminho mais rápido para a recuperação. As estratégias de autocuidado visam reduzir a inflamação, aliviar o desconforto e permitir que as cordas vocais se curem. 

As diretrizes clínicas reforçam que a adoção de medidas como repouso vocal, hidratação adequada, gargarejos e a evitação de irritantes como a cafeína são essenciais para aliviar a rouquidão e a dor de garganta.

Repouso vocal: o silêncio é ouro

O descanso é a medida mais importante. Evite falar desnecessariamente. Se precisar se comunicar, fale em um tom baixo e suave, mas nunca sussurre. O sussurro, ao contrário do que se pensa, gera uma tensão ainda maior nas cordas vocais e pode piorar a inflamação.

Hidratação: mantenha as cordas vocais lubrificadas

Beber bastante líquido, principalmente água em temperatura ambiente ou morna, é essencial. A hidratação ajuda a manter as mucosas da laringe úmidas e a fluidificar o muco, facilitando sua eliminação. Chás mornos sem cafeína, como camomila ou erva-doce, também são excelentes opções.

Umidificação do ambiente: respire um ar mais amigável

Um ar seco pode irritar ainda mais a garganta e a laringe. Use um umidificador de ar, principalmente no quarto durante a noite. Se não tiver um aparelho, tomar um banho morno e respirar o vapor ou colocar uma bacia com água no ambiente já ajuda a aumentar a umidade do ar.

O que se deve evitar durante uma crise de laringite?

Tão importante quanto o que fazer é saber o que evitar. Certos hábitos e substâncias podem agravar a inflamação e retardar a recuperação. Preparamos uma tabela simples para consulta.

O que fazer?

O que evitar?

 

Beber água e chás mornos

Consumir bebidas alcoólicas e com cafeína

Repousar a voz (falar baixo, não sussurrar)

Fumar ou ficar em ambientes com fumaça

Umidificar o ar

Pigarrear (tente beber um gole de água em vez disso)

Respirar pelo nariz

Comer alimentos muito picantes, ácidos ou gordurosos

Manter a cabeça elevada ao dormir

Tomar medicamentos sem orientação médica

Como desinflamar a laringe naturalmente?

Além dos cuidados básicos, algumas medidas naturais podem oferecer alívio adicional. É importante ressaltar que elas servem para amenizar os sintomas e não substituem o tratamento médico se o quadro for persistente ou grave.

  • Gargarejos com água morna e sal: a prática de gargarejos é uma das recomendações das diretrizes clínicas para o alívio da dor de garganta e da rouquidão. A solução salina pode ajudar a reduzir o inchaço e limpar a garganta. Misture meia colher de chá de sal em um copo de água morna e gargareje suavemente, sem engolir.
  • Chá de gengibre com mel: o gengibre possui propriedades anti-inflamatórias conhecidas, enquanto o mel ajuda a suavizar a garganta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) reconhece o uso de algumas plantas medicinais para alívio de sintomas respiratórios leves.
  • Inalação de vapor: respirar o vapor de uma bacia com água quente (com cuidado para não se queimar) ajuda a umedecer as vias aéreas e a soltar o muco.

Quando os autocuidados não são suficientes e é hora de procurar um médico?

A laringite viral aguda geralmente melhora em uma semana com os devidos cuidados. No entanto, é fundamental procurar avaliação de um clínico geral ou otorrinolaringologista se você apresentar algum dos seguintes sinais de alerta.

Se você estiver com laringite, ou se a rouquidão vier acompanhada de outros sinais de alerta como dificuldade para engolir ou dor no peito, é essencial que você procure um médico para uma avaliação adequada.

  • Dificuldade para respirar ou engolir;
  • Febre alta e persistente (acima de 38,5 °C);
  • Dor de garganta intensa e que piora com o tempo;
  • Rouquidão que dura mais de duas semanas, especialmente se for fumante. É importante lembrar que a persistência de sintomas pode indicar um envolvimento mais sério das vias aéreas;
  • Presença de sangue ao tossir;
  • Sensação de um nódulo no pescoço.

Esses sintomas podem indicar uma causa mais séria, como uma infecção bacteriana, refluxo gastroesofágico crônico ou outras condições que exigem um diagnóstico e tratamento específicos.

Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.

Bibliografia

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