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A ligação entre a saúde emocional e física é profunda. A dor mamária, ou mastalgia, é uma queixa comum que pode ter origem no estresse

Você está em um dia agitado, sente o peso das responsabilidades e, de repente, percebe uma pontada ou uma sensibilidade incômoda na mama.
O primeiro pensamento de muitas mulheres é o receio de algo grave, mas nem sempre a causa é física. A sua saúde mental pode estar enviando um sinal. E para tratar dela pode ser feito o acompanhamento com o psiquiatra.
A relação entre estados de ansiedade e a ocorrência de dor mamária é reconhecida na prática clínica. Mulheres que sofrem de dor na mama (mastalgia) frequentemente apresentam níveis de ansiedade significativamente mais altos. Por isso, quando um médico descarta problemas físicos como causa da dor, a ansiedade deve ser considerada uma possível origem do sintoma.
A dor na mama, também conhecida como mastodinia, pode ser classificada como um sintoma funcional. Isso significa que, após a exclusão de causas orgânicas sérias, o problema pode estar fortemente associado a fatores psicossociais, como estresse e ansiedade.
Embora a dor nas mamas frequentemente esteja associada a flutuações hormonais do ciclo menstrual, alterações fibrocísticas ou outras condições mamárias, o componente emocional é um fator desencadeante ou agravante significativo.
O estresse crônico e a ansiedade colocam o corpo em um estado de alerta constante. Essa reação, mediada pelo sistema nervoso, pode se manifestar fisicamente de várias formas, e a dor na região peitoral, incluindo as mamas, é uma delas. A própria preocupação com a dor pode criar um ciclo vicioso, intensificando tanto a ansiedade quanto o sintoma físico.
Para entender como a ansiedade provoca dor mamária, é preciso olhar para as reações fisiológicas que o estresse desencadeia. Não se trata de uma dor "imaginária", mas de uma resposta concreta do organismo.
Dores persistentes e difusas no corpo, que não são causadas por uma lesão tecidual clara (e são conhecidas como dor nociplástica), muitas vezes vêm acompanhadas de ansiedade, distúrbios do sono e fadiga.
Os principais mecanismos envolvidos são:
A dor mamária de origem emocional pode variar, mas geralmente apresenta algumas características que ajudam a distingui-la. É comum que a dor seja descrita como difusa, ou seja, difícil de localizar em um único ponto.
Saber diferenciar a origem da dor é essencial para buscar o cuidado adequado. A causa mais comum de dor mamária é a alteração hormonal cíclica, ligada ao ciclo menstrual. Essa dor geralmente começa na segunda metade do ciclo e melhora com a menstruação, sendo sentida como um peso ou inchaço em ambas as mamas.
Outras causas incluem alterações fibrocísticas, que são benignas, cistos, inflamações (mastite) ou, mais raramente, o câncer de mama. É importante ressaltar que a dor não é o sintoma mais comum do câncer de mama em estágio inicial. No entanto, qualquer nova dor persistente deve ser investigada.
É importante notar que alguns medicamentos podem causar dor nas mamas. Mulheres que estão usando antidepressivos, como os inibidores seletivos de recaptação de serotonina (SSRIs), para tratar ansiedade ou depressão, devem conversar com seu médico. Em casos raros, esses medicamentos podem ser a causa da dor ou inchaço na mama.
Se a avaliação médica descartou outras causas, o foco do tratamento se volta para o manejo da ansiedade e do estresse. Medidas de autocuidado podem trazer alívio significativo e melhorar a qualidade de vida.
Para além das estratégias de autocuidado, é relevante saber que as substâncias químicas cerebrais responsáveis pela regulação do humor também desempenham um papel na sensação de dor persistente. Isso indica que, em certos casos e sob orientação médica, medicamentos que atuam sobre o humor podem ser eficazes no manejo de dores crônicas.
Algumas estratégias eficazes incluem:
Apesar da forte ligação com a ansiedade, nenhuma dor na mama deve ser ignorada ou autodiagnosticada. É fundamental procurar um médico mastologista para uma avaliação completa, especialmente se a dor for acompanhada de outros sinais.
Procure ajuda médica imediata se você notar:
O acompanhamento médico é essencial para um diagnóstico preciso. Ele irá diferenciar as causas, solicitar exames como mamografia ou ultrassom se necessário, e indicar o tratamento correto para sua segurança e tranquilidade.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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