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Carnes processadas estão associadas ao câncer colorretal; frutas, legumes e fibras ajudam a proteger contra o câncer

Alguns padrões alimentares e componentes específicos podem estar associados a um maior risco de desenvolvimento de câncer. A ciência tem demonstrado que a dieta desempenha um papel significativo no organismo.
O Instituto Nacional do Câncer (INCA) alerta que uma nutrição inadequada é responsável por aproximadamente 20% dos casos de câncer no Brasil. Diante dessa estatística, é importante entender quais são os alimentos cancerígenos. Além de saber quais alimentos contribuem para a prevenção da doença.
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O potencial carcinogênico de um alimento não está apenas no alimento em si. A forma como ele é processado, preparado e a sua frequência de consumo também contribuem bastante.
Os mecanismos pelos quais a dieta pode influenciar o risco de câncer são variados e envolvem a exposição a compostos químicos e a promoção de estados inflamatórios crônicos. Os compostos interagem com o material genético (DNA) das células, causando danos ou promovendo a proliferação celular descontrolada.
Um dos principais mecanismos está ligado à formação de nitrosaminas, compostos orgânicos químicos que são classificados como potencialmente cancerígenos. Eles são formados no estômago a partir de nitritos e nitratos, aditivos frequentemente utilizados na conservação de carnes processadas.
Outro fator de risco significativo é o preparo em altas temperaturas, como frituras e churrascos. O processo da queima pode liberar amina e hidrocarbonetos, que possuem um potencial de causar câncer.
O consumo excessivo de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcares refinados e gorduras trans, contribui para a obesidade e para a inflamação crônica. Os dois são fatores de risco conhecidos para o surgimento de diversos tipos de câncer.
Falando especificamente da obesidade, ela altera o equilíbrio hormonal e metabólico do corpo. O que favorece o crescimento de células cancerígenas.
De acordo com o Ministério da Saúde, a Agência Internacional de Pesquisa em Câncer (IARC), vinculada à Organização Mundial da Saúde (OMS), classifica os alimentos cancerígenos conforme o nível de probabilidade de causar câncer em humanos.
As carnes processadas estão no grupo 1, o que significa dizer que há evidências suficientes de sua ligação com o câncer em humanos. Nesta categoria, estão incluídos produtos como salsicha, linguiça, bacon, presunto, salame, mortadela e peito de peru.
De acordo com documento doINCA, o IARC aponta que apenas 50 gramas de carne processada (uma salsicha) eleva o risco de câncer colorretal em 18%. Nesta categoria também estão inseridos o tabaco e o amianto. O INCA recomenda que nenhuma quantidade de carne processada deve ser ingerida.
A carne vermelha (bovina, suína, cordeiro, bode) foi classificada no grupo 2 A, sendo considerada provavelmente cancerígena para humanos. Segundo o mesmo documento do INCA, o consumo de carne vermelha deve ser limitado a 400 gramas por semana.
As evidências apontam que o consumo deste tipo de alimento pode estar associado ao aparecimento dos cânceres de pâncreas e próstata. A maneira como a carne é preparada tem influência direta sobre as suas chances de causar câncer.
O ideal é que sejam cozidas ou assadas no forno, e não fritas, grelhadas ou colocadas diretamente na brasa. A fumaça do churrasco é composta por hidrocarbonetos, conhecidos por serem carcinogênicos.
Dentre outros alimentos cancerígenos estão os ultraprocessados, ricos em açúcar, gorduras e aditivos. Eles contribuem diretamente para a obesidade e inflamação. Também estão nesse grupo o aspartame (adoçante artificial muito usado em refrigerantes), as bebidas alcoólicas e os enlatados.
Esses últimos podem ter bisfenol A (BPA) no revestimento. O componente está associado a desequilíbrios hormonais e alterações no DNA.
Uma dieta rica em determinados nutrientes e compostos bioativos pode atuar como um escudo protetor contra o câncer.
É recomendado que sejam consumidos 400g por dia de frutas, legumes e verduras. O quantitativo é o equivalente a cinco porções diárias. A proporção é de duas frutas, para três legumes ou verduras sem amido (cenoura, tomate ou couve-flor).
Os alimentos são ricos em fibras, vitaminas, minerais e fitoquímicos, que possuem propriedades antioxidantes e anti-inflamatórias.
Esses fatores ajudam a proteger as células contra possíveis danos. A regra é bem simples, quanto mais colorida for a refeição, mais saudável ela é. As diferentes cores indicam a presença de diferentes compostos protetores.
Alimentos como feijões, lentilhas, grão de bico e cereais integrais são boas fontes de fibra alimentar. As fibras desempenham um papel importante na proteção contra o câncer colorretal. O consumo acelera o trânsito intestinal e reduz o tempo de contato de substâncias nocivas com a parede do intestino.
A alimentação é apenas mais um componente de um estilo de vida que pode aumentar ou diminuir o risco de câncer. Então o ideal é manter uma dieta saudável, ingerindo comida de origem vegetal e reduzindo o consumo de ultraprocessados.
Além de evitar o excesso de peso e o sedentarismo. Sendo recomendado fazer exercício físico por no mínimo 30 minutos por dia. É preciso evitar também o tabagismo e limita a ingestão de bebidas alcoólicas.
Informações sobre os alimentos cancerígenos e saudáveis são fundamentais, mas não substituem a orientação profissional. Por isso é importante buscar um médico ou um nutricionista para criar um plano alimentar que minimize riscos e maximize os efeitos protetores.
A dieta deve considerar as necessidades individuais da pessoa e a sua predisposição genética. As dúvidas em relação a dieta e o risco de câncer devem ser discutidas com um profissional de saúde.
No caso de pacientes em tratamento oncológico, a orientação nutricional é essencial para auxiliar na recuperação e na manutenção da saúde.
A compreensão sobre alimentos cancerígenos é um passo essencial para a adoção de um estilo de vida mais saudável. A ideia central é de equilíbrio e moderação. Trata-se de reduzir a exposição a fatores de risco e reforçar a ingestão de alimentos protetores, como frutas, vegetais e fibras.
A alimentação é parte de um conjunto de fatores, que inclui a atividade física e a manutenção do peso. Quando combinados, oferecem a melhor estratégia de prevenção contra o câncer.
Este conteúdo tem caráter informativo e não substitui avaliação médica. Em caso de dúvidas, procure um especialista habilitado.
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